Política

Irã vive dias de tensão com protestos e repressão violenta

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Trump alertou o governo iraniano para não reprimir os manifestantes e disse que Washington está “pronto para agir”  |   Bnews - Divulgação wikipedia/Divulgação
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 07/01/2026, às 06h40



O Irã está passando por uma nova fase de crise, com protestos em várias cidades e aumento das tensões no cenário Internacional. As manifestações ficaram maiores no final de dezembro e revelam uma escalada de problemas sociais, dificuldades econômicas e conflitos internacionais. 

Nos últimos dias, milhares de pessoas foram às ruas em Teerã e em outras cidades, pedindo o fim do governo.

De acordo com o portal The Conversation, pelo menos 20 pessoas morreram e cerca de mil foram detidas durante a repressão feita pelas forças de segurança. Os Estados Unidos e Israel declararam apoio aos protestos.

Essa onda de manifestações começou com a queda da moeda iraniana e o aumento no custo de vida. 

A falta de água também piora a situação. Autoridades do Irã dizem que cerca de dois terços dos reservatórios do país estão vazios, por causa de decisões centralizadas na gestão da água e de longos períodos de seca.

No início, os protestos foram liderados por comerciantes dos bazares tradicionais. Depois, estudantes de universidades e membros do movimento “Mulher, Vida e Liberdade”, que ficou conhecido após a morte de Mahsa Amini, em 2022, enquanto ela estava presa.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou o governo iraniano para não reprimir os manifestantes e disse que Washington está “pronto para agir”.

Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também avisaram sobre possíveis  ações militares se Teerã voltar a atividades nucleares ou aumentar sua produção de mísseis.

Em junho do ano passado, Israel e Estados Unidos atacaram instalações nucleares do Irã. 

Mesmo com a perda de popularidade, o governo iraniano ainda tem um sistema forte. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e a força paramilitar Basij continuam sendo os principais suportes do poder.

Muitos iranianos apoiam uma mudança de governo e o retorno de Reza Pahlavi, filho do último xá, para liderar um possível governo de transição. Os Estados Unidos mostram cautela com uma troca de regime, preocupados com um cenário violento parecido com o que aconteceu depois da Revolução de 1979.

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