Política

Jerônimo afirma que ‘não pode mandar criminosos para outro estado’ e cobra responsabilidade de Lula na segurança pública

Jerônimo Rodrigues - Reprodução/TV Aratu
Jerônimo afirma que combate ao crime organizado deve ser responsabilidade de toda a nação e cobra do governo federal mais investimentos  |   Bnews - Divulgação Jerônimo Rodrigues - Reprodução/TV Aratu
Eduardo Costa

por Eduardo Costa

redacao@bnews.com.br

Publicado em 02/09/2026, às 07h59



O governador e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou na terça-feira (2), durante sabatina da TV Aratu, que as críticas à segurança pública da Bahia são "injustas" e que, segundo ele, o estado tem feito seu papel.

"No meu olhar,  e é o meu papel de governador, eu fico sempre sentido quando vejo a injustiça, às vezes, que se pratica com a Bahia. Às vezes, não tô negando que nós temos que enfrentar o tema da segurança pública, mas como é como é feita a forma, é uma grande injustiça com a Bahia. A Bahia tem feito o seu papel de casa", afirmou o petista.

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Jerônimo disse ainda que não pretende "retirar" os criminosos da Bahia para, de acordo com ele, enviar para outros estados.

"Eu já ouvi um candidato a presidente da República dizendo: 'Aqui não vai, vai pra outro estado', eu não vou, eu não vou trabalhar para que outro estado receba o crime organizado. Nós temos que ter um conceito de nação. Não adianta eu livrar o povo da Bahia e deixar ali Goiás, Pernambuco, Sergipe... Eu não posso tratar assim. Eu tenho um olhar da floresta", disse o governador.

Jerônimo ainda cobrou que o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), "assuma a responsabilidade" sobre a segurança pública.

"Eu espero que o presidente Lula assuma essa responsabilidade, como fez na criação de um ministério, aumentar a quantidade e o volume de orçamento pra que a gente possa garantir que a inteligência aconteça, que a proteção às fronteiras aconteça e que a gente possa ocupar o tempo dessa meninada, principalmente a meninada pobre, que fica sujeita a esse assunto da violência, garantindo o tempo integral, a universidade, e assim a gente possa enfrentar o tema de forma definitiva", declarou.

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