Política

Jerônimo alfineta ACM Neto por falta de creches e diz que governo assume papel da prefeitura em Salvador; entenda

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Governador critica falta de atenção básica na educação e diz que dinheiro gasto no Réveillon em Salvador poderia servir para a Saúde  |   Bnews - Divulgação BNews
Matheus Simoni

por Matheus Simoni

matheus.simoni@bnews.com.br

Publicado em 06/01/2026, às 19h10



O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), voltou a alfinetar opositores políticos diante de temas como Educação e Saúde na capital baiana. Durante entrevista ao apresentador José Eduardo na Baiana FM, no programa Se Liga Bocão desta terça-feira (6), o petista alfinetou o ex-prefeito soteropolitano ACM Neto (União Brasil), provável adversário nas urnas em 2026 na disputa pelo Governo do Estado.

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Jerônimo citou o Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS), operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que financia melhorias na infraestrutura da educação básica, composta por creches, escolas, com recursos federais.

Não vai um centavo para a rede estadual, vai tudo para as redes municipais. Estou disposto a oferecer ajuda a construir creche em Salvador. Aqui não tem creche municipal. Eu ofereço a possibilidade, nós conversamos isso. Tem uma lista de espera de mães e pais que querem vagas em creches de Salvador. Não estou batendo, eu quero ajudar", disse o governador

Jerônimo alfinetou ACM Neto pela falta de creches na capital baiana e disse estar preocupado com os índices da Educação na Bahia por conta da falta de atenção básica. "Se a gente não fizer o dever de casa com os municípios, não tem creche suficiente. Até o primeiro grau, é responsabilidade do município. O nível médio é responsabilidade do estado. A União bota recurso e a gente, de certa forma, contribui. É responsabilidade do município oferecer o primeiro grau. Aqui em Salvador temos 60 mil estudantes que eram do município e quem assume sou eu, o Estado. Ou seja, o Estado em Salvador oferece o fundamental I e II, que é para ser do município. Dizem que não tem prédio, que não tem escola", declarou.

Era assim desde Rui. O ex-prefeito que deveria ter feito, que enche, enche e enche, a capital tem a pior taxa de alfabetização do Brasil. Tá no MEC. Alfabetização é quando os filhos nossos, com sete anos, tem que saber ler e escrever. Não é obrigação do Estado, mas eu estou preocupado", criticou.

O governador ainda defendeu as intervenções na Bahia com obras e serviços para a população. "A gente corria atrás de hospital. Agora o hospital vai para a região. Quem tinha câncer ou quem tem câncer, tinha que correr para Salvador ou Feira. Agora estamos levando o serviço para mais perto. A escola também foi assim", declarou.

Ele ainda equiparou as críticas da Educação com a área da Saúde e disse que a capital baiana carece de unidades que sirvam como porta de entrada para os pacientes e consigam a atenção básica. "Na lei, o município se encarrega da atenção básica. Se você sente uma dor ou um exame, você vai primeiro numa UPA. Era para ir num posto colocar um dedo no lugar, colocando uma tala, dá pra fazer isso numa UPA, numa UBS, num hospital municipal ou policlínica municipal. Como não tem, o que acontece? O cara com dor de dente ou no dedo, o primeiro hospital que encontrar, ele vai. Ele tá errado nisso? Infelizmente não, o município não oferece", disse Jerônimo.

"Se fosse um município pobre, eu até entenderia. Mas Salvador não precisava disso", declarou o governador, que ainda alfinetou o festival Virada Salvador, que reuniu diversos artistas na Boca do Rio. "Quanto foi executado ali? Será que dava para fazer alguma UPA, posto, comprar esparadrapo ou remédio? A festinha está acontecendo", citou.

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