Política
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou na manhã desta segunda-feira (19) que está confiante na vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, porém, evitou comentar sobre supostas "retaliações" que o estado possa sofrer caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito.
Assim como eu aqui na Bahia não vou retaliar nenhuma prefeitura porque não me apoiou ou porque votou contra, alguns até me xingaram. Eu vou relevar [possível vitória de Flávio], porque o meu lugar que o povo me deu de eleito/reeleito, eu tenho um lugar a respeitar. Não que seja só meu, ele é meu porque eu gerencio esse lugar de governador, mas é do povo", disse o governador em coletiva de imprensa durante uma agenda institucional em Salvador.
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"Eu espero que o Lula ganhe as eleições. Eu tô nesse patamar. Depois do dia 25 a gente trata do resultado, mas o Lula vai ganhar as eleições
No lado de Flávio no último sábado (17), durante a caminhada em Salvador, ACM Neto (União Brasil) afirmou esperar que um eventual governo do senador dê atenção à Bahia.
“Flávio, quero garantir aos baianos que, eleito presidente, você vai cuidar do nosso estado e cuidar do nosso povo. Quero lhe dizer que você ajude a Bahia e ajude o povo baiano”, declarou Neto.
As declarações de Neto foram criticadas por Jerônimo, que afirmou que 'seria melhor' o ex-prefeito de Salvador 'ficar neutro' no segundo turno da eleição presidencial.
"E sobre o comportamento do meu opositor, a Bahia sabe. Não é vaidade. Quem é melhor para ser presidente para a Bahia? O Lula ganhando, a Bahia sabe que o Lula é melhor para me ajudar a governar, ajudar os prefeitos a governarem. Se o ex-prefeito tivesse o juízo da inteligência, da política melhor para a Bahia, ele podia pelo menos dizer assim: "Ó, eu vou ficar neutro". Mas ele foi do lado que persegue o povo", afirmou Jerônimo.
"Ele sabe, ele lembra, ele estava prefeito desta cidade quando aconteceu foi logo depois ali o processo de pandemia. Ele estava na prefeitura, porque estava ele, estava Bruno, estava o próprio secretário, e sabe o quanto foi difícil governar, gerenciar uma crise de uma pandemia com um presidente que não acreditava em ciência", declarou.
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