Política

Jerônimo discute com representantes chineses últimos detalhes sobre a construção da Ponte Salvador-Itaparica

Devid Santana / BNews
Governador da Bahia detalha andamento da construção da ponte e desafios enfrentados com o consórcio e fornecedores  |   Bnews - Divulgação Devid Santana / BNews

Publicado em 20/05/2025, às 12h42 - Atualizado às 12h44   Daniel Serrano e Yuri Pastori



O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), detalhou como está sendo o andamento para a assinatura do contrato para o início da construção da Ponte Salvador-Itaparica. As declarações foram em entrevista à imprensa durante a inauguração de um laboratório maker no Centro Estadual de Educação, Inovação e Formação da Bahia (Ceeinfor) Mãe Stella, no bairro do Cabula.

Com a pandemia, realmente os preços modificaram. Então, o que foi planejado ali em 2018, 2019, quando depois da pandemia o cimento subiu, aço subiu, mão de obra, taxa de juros. Fizemos aquilo que você já conhece, um balanço, e eles readequaram os valores. A gente ficou com a corda esticada, o Governo do Estado com o Consórcio, o TCE, como você está dizendo, entrou, mediou, encontramos a saída", explicou.

"Nós assinamos o acordo, foi a área técnica do Consórcio na Bahia assinou o acordo, mas não é aqui que manda. Quem manda é lá na China, é centralizado. Então isso foi para lá. No que foi, uma das empresas saiu do consórcio a CR20 e entrou a CCECC. Aí teve que refazer lá as conversas internas dentre eles. Eu tirei as dúvidas todas nessa semana que eu fui à China", contou.

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Estamos aguardando. Eles pediram prazo porque eles têm lá um órgão de controle muito rigoroso que vai no miúdo. Então eles estão nos últimos detalhes. Segundo eles estão aguardando já a nova empresa do consórcio dá o ok para assinarem, mas nós estamos em cima. Repito, ontem mesmo o ministro Rui Costa se encontrou com o embaixador. Eu vou estar com ele, hoje à tarde, para tentar ver se teve alguma novidade", antecipou.

Assista:

Jerônimo afirmou que os chineses estavam preocupados, porque encontraram na sondagem, na travessia, uma rocha mole, o que aumentaria os gastos. "Então, eles perguntaram: 'E se for realmente uma rocha muito mole, eu vou ter que gastar mais? Vai ser corrigido?' Mas aí nós respondemos. É claro que é. O que a sondagem apresentar como qualquer dificuldade, o termo não inviabiliza isso. Está certo um valor, mas a todo momento alguém pode pedir, ou o Estado pede, ou o Consórcio pede para recorrer a junta e avaliar. E ele disse: 'Mas eu quero isso garantido' ".

Eles querem que tenha uma coisa que garanta. Então nós propusemos, vocês escrevem isso, consulta a gente, a gente responde, vocês tem um documento e anexa isso como parte do processo de garantia de vocês. Foi feito, issofoi resolvido. Os outros temas, o que é que eles pedem? Eles pedem o visto para os chineses, para os engenheiros virem. Porque a fila está muito grande, não tem a ver com o contrato. Eles pedem apoio no sentido de mais investimentos do Banco do Nordeste. O Banco do Nordeste botou 3 bilhões. Eles querem mais 1 bilhão e meio para poder dar arrancada na ponte. Mas isso não está no contrato", continuou.

O governador disse que já mediou a reunião com o Banco do Nordeste. "Seria hoje. Eles mudaram, jogaram para o próximo mês. Hoje de manhã com Dilma, eu botei na mesa, 'presidenta, um grupo chinês, porque como o banco é Brics, está na sede na China, é mais fácil com as empresas lá. A senhora tem como receber essas empresas e analisarem se tem condições de aportar mais 1 bilhão e meio?' Ela disse: 'Governador, pode mandar me procurar que eu vou analisar. Se tiver dentro do quadro, por aqui a gente resolve esse dinheiro', concluiu.

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