Política
por Thiago Teixeira e Daniel Serrano
Publicado em 28/03/2025, às 12h26 - Atualizado às 12h27
Eclesiastes, capítulo 7, versículo 8. A passagem bíblica, que afirma que “terminar algo é melhor do que começar”, foi usada — de maneira truncada — pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) para mandar um recado para o PP e PDT, siglas que têm “namorado” o governo da Bahia.
Apesar de tropeçar com as palavras enquanto citava o trecho da Bíblia, o governador deixou claro ter vontade de ver esses partidos integrando a base do seu governo — mesmo que não tenham iniciado ao seu lado em 2023. A declaração foi dada ao BNews, nesta sexta-feira (28), durante a posse da nova Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal da União dos Municípios da Bahia (UPB).
Meu desejo é chegar no final do meu mandato cumprindo aquilo que eu me comprometi com o programa de governo. [...] É muito mais fácil chegar bem acompanhado. Eu quero chegar bem acompanhado no final do meu governo. Essa semana eu ouvi uma frase bíblica, com os pastores da Igreja Batista, que a mensagem dizia: “Não é suficiente começar bem, tem que chegar bem, concluir bem”. E eu quero chegar bem no final do meu governo”, afirmou Jerônimo Rodrigues.
Em seguida, o chefe do executivo baiano emendou. “Eu quero sim o apoio do PDT, quero o apoio do PP. Mas é porque eu também recebo a mão e dou a mão. Então eu vou querer sim, quero conversar com o PP, com o PDT. Também vou dialogar com a União Brasil. Essa é a minha mensagem”, completou o governador.
Tanto o PP como o PDT têm situações semelhantes. Apesar de ambos estarem alinhados ao União Brasil aqui na Bahia, as portas não estão completamente fechadas para a base do PT. No caso do PDT, o presidente estadual da sigla, deputado federal Félix Mendonça Jr, já declarou que o partido vai decidir “em um ou dois meses” se ingressa na base do governo Jerônimo ou se permanece na oposição no plano estadual.
No entanto, a posição do PP é um pouco mais complexa. Apesar do presidente do Progressistas na Bahia, Mario Negromonte Jr, ter feito diversos acenos ao governo da Bahia, dois fatores devem inviabilizar a aliança.
O primeiro é o veto do presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, à ideia. Ele já se mostrou publicamente contrário a qualquer diálogo com o PT. O segundo fator é o diálogo entre o PP e o União Brasil para a formação de uma federação — que, se concretizada, vai sepultar definitivamente qualquer aproximação entre o PP baiano e Jerônimo.
Confira a declaração completa de Jerônimo Rodrigues:
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