Política
Publicado em 25/03/2025, às 11h02 Rebeca Santos e Yuri Pastori
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), comentou, durante o anúncio de entregas para a celebração do aniversário de Salvador, na manhã desta terça-feira (25), sobre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) e aliados realizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), hoje, em relação à denúncia de tentativa de golpe de Estado em 2022 enviada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) à Corte.
"O que aconteceu em 2023, assustou bastante a gente. O que tava montado, o que tentaram fazer com o Brasil é muito fora do tom da modernidade da política. Primeiro, quebrar Casas respeitadas, fazer ataques ao Congresso, ao Supremo Tribunal, à Casa executiva, é um desrespeito à democracia muito grande e as pessoas precisam ser penalizadas. As pessoas que executaram, alguns inclusive, a sensação, às vezes, sensação é que muitos daqueles estavam sem saber o que estavam fazendo. Eu percebi isso. Alguns sem saber o que tava fazendo foram levados, mas tiveram mentores, inclusive mentores que chegaram ao grau de dizer que iriam envenenar um presidente da República. Isso só nos filmes norte-americanos e no passado a gente viu esse tipo de tentativa ou de ameaça, matar um presidente, o vice-presidente e o presidente que o substituiria na cadeia sucessória", afirmou.
Jerônimo defendeu que se ficar comprovado que o ex-presidente é culpado, que pague pelo que cometeu. O STF irá decidir até a próxima quarta-feira (26) se aceita ou não a denúncia contra o ex-presidente e aliados, se a Corte aceitar, aí sim se tornam réus.
"Então, essas pessoas têm que responder. Se o ex-presidente tiver comprovado que ele tem culpa no cartório, ele tem que pagar. Não tem que ter nada de liberdade para quem tem culpa. O que estava ameaçando ali não era só a vida do nosso presidente Lula, não. Era a vida do presidente, do vice-presidente, do Alexandre, mas era a democracia brasileira. Nós não estaríamos aqui hoje, nesse momento, com essa liberdade de perguntas se aquilo acontecesse. Então, a democracia para mim é essa coisa da liberdade, mas é também o direito de um prato de comida. Isso é democracia, de ter uma escola de qualidade, de ter emprego, de ter cultura. A democracia ela vai de um extremo ao outro. Então, anistia é para quem tem direito. Se ele tem culpa no cartório de Justiça, fez isso, tem que responder por isso", continuou.
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