Política
O governador reeleito Jerônimo Rodrigues (PT) voltou a criticar o opositor, o candidato derrotado ao Governo da Bahia e ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), pelo apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais.
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Durante entrevista nesta quinta-feira (29) no programa Giro Baiana, na Baiana FM 89,3, o petista lembrou das declarações do adversário no período após a vitória no primeiro turno. Jerônimo venceu o pleito com 55% dos votos válidos, totalizando o equivalente a 4,6 milhões de votos, contra 43,%, um total de 3,6 milhões.
Ele fez dois gestos ruins: o primeiro ele disse que não perdeu para Jerônimo, disse que perdeu para Lula. O nome e a foto que aparecia lá era do professor Jerônimo, filho de vaqueiro, que coordena um grupo político com parceiros, Otto, Lídice e todos eles", disse o governador.
Jerônimo ainda comparou o discurso de ACM Neto com o de Nikolas Ferreira, deputado reeleito pelo PL de Minas Gerais, que foi criticado por ter visitado a Bahia para gravar vídeos nas redes sociais. O material contou com depoimentos de moradores de Luís Eduardo Magalhães afirmando que o estado estava em calamidade, o que acabou gerando críticas. Citando o senador e ex-governador da Bahia Antônio Carlos Magalhães, o petista rebateu.
O segundo tropeço dele foi dizer que precisa consertar o Brasil para depois consertar a Bahia. É o mesmo discurso daquele deputado que veio no Nordeste, que disseram que a Bahia era um câncer e dizer que não prestava. Ele reconheceu isso, ACM [Neto], de que tem que consertar o Brasil para depois a Bahia. Ele disse isso, coisa que o avô dele não faria nunca", comentou.
"O original [ACM], nós temos outras divergências, sempre se colocou como defensor da Bahia. Quando uma pessoa fala que a Bahia está quebrada ou ruim para fora, é porque não ama a Bahia. Ele se esquece que foi a Bahia que ajudou a consertar o Brasil com o 2 de Julho. A Bahia contribuiu com a Independência, expulsou os europeus. Esqueceu que em 2022, quando Bolsonaro afundava o país, a Bahia ajudou com 4 milhões de voto para trazer o Lula, e agora de novo", afirmou o governador.
Jerônimo Rodrigues ainda citou o silêncio de Neto após o fim do segundo turno das eleições. O governador criticou novamente a campanha de Neto nas redes sociais e vídeos gravados por ele criticando a gestão estadual.
"De novo, ele desapareceu. Não sei se ele vai voltar, daqui a três anos ele volta com o celularzinho na mão para fazer selfies na varanda. Mas não vai voltar mais não, vamos enterrar ele. ACM colou-se com Flávio. Não disse nada até agora, nem Bruno. Bruno vai defender a atitude de Flávio? O prefeito vai defender a atitude? Vai dizer o quê? É importante que eles se pronunciassem, ele pediu voto. Pediu no primeiro turno e no segundo turno. Ficava chateado quando diziam isso. Tanto faz é o quê? Usou de Caiado como laranja, alaranjou o Caiado. Ele sabia que estava sendo usado", declarou, voltando a citar o ex-senador e avô de ACM Neto.
"Ele [ACM Neto] foi em São Paulo ou Brasília anunciar que apoiaria ele lá em Brasília. Qual deveria ser a dele? Anunciar aqui na Bahia. O líder faria isso. 'Quer meu apoio? Venha para cá'. Mas ele foi para lá e se submeteu", afirmou.
"A cabeça dele é essa. O original não iria lá. Ele falaria, venha para cá", acrescentou.
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