Política

Jerônimo Rodrigues cobra abertura das contas de ACM Neto: "Tem que ser transparente"

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Governador da Bahia cobrou que o ex-prefeito de Salvador deve esclarecimentos a população baiana  |   Bnews - Divulgação Reprdução/TV Record / Youtube
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 23/09/2026, às 17h37 - Atualizado às 17h39



O governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), cobrou nesta quarta-feira (23) o fim dos sigilos sobre as investigações onde o principal opositor, o candidato a governador ACM Neto (União Brasil), foi citado. Para o petista, quem pretende disputar o comando da Bahia deve permitir que as informações sejam conhecidas pela população.

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O postulante a governador da Bahia foi citado na operação Overclean, sobre desvio de recursos públicos, e na operação Compliance Zero, relacionada ao Banco Master. Jerônimo ainda desafiou o ex-prefeito de pedir à Justiça que torne público as informações, para que preste esclarecimentos aos cidadãos baianos.

"Eu tenho o desejo que o meu opositor, ACM Neto, possa pedir à Justiça a abertura dos sigilos que dizem respeito a ele. Está na guarda sigilosa das informações, da Overclean e também do Banco Master. Se ele está dizendo que quer ser governador, se é candidato, tem que ser transparente. Eu espero que ACM Neto possa pedir à Justiça e dizer: abra as informações”, declarou na sabatida da Record Bahia.

Investigações

No que tange às investigações da Polícia Federal sobre as fraudes cometidas pelo Banco Master, e por Daniel Vorcaro, o ex-prefeito foi alvo de quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico de ACM Neto no âmbito da investigação. Conforme mostrou o BNews, a autorização das quebras de sigilos foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Neste caso, ACM Neto seria acusado de receber uma comissão de 10% relacionada a aportes de institutos de previdência no banco em diferentes estados brasileiros. Antes disso, relatórios do Coaf já haviam revelado que ACM Neto recebeu mais de R$ 5,45 milhões do Banco Master e da gestora Reag através de uma empresa de consultoria. 

Já sobre a Operação Overclean, a Polícia Federal aponta ter identificado 232 chamadas entre ACM Neto e José Marcos de Moura, o Rei do Lixo, entre agosto e dezembro de 2024. A investigação apura suspeitas de fraudes em contratos públicos e desvios de recursos em municípios brasileiros.

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