Política

Jerônimo Rodrigues e outros políticos baianos comemoram fim da escala 6x1

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Governador Jerônimo Rodrigues celebra a mudança e destaca os benefícios para a qualidade de vida dos trabalhadores na Bahia.  |   Bnews - Divulgação Divulgação / PT
Henrique Brinco

por Henrique Brinco

henrique.brinco@bnews.com.br

Publicado em 15/10/2026, às 00h27 - Atualizado às 00h28



A aprovação do fim da escala de trabalho 6x1 pelo Senado Federal repercutiu entre lideranças políticas da Bahia. O governador Jerônimo Rodrigues (PT), o senador eleito Rui Costa (PT) e os senadores Otto Alencar (PSD), Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (Republicanos) celebraram a votação e destacaram os impactos da mudança para os trabalhadores.

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A proposta prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com cinco dias de trabalho e dois de descanso remunerado, sem diminuição salarial. A implementação será gradual. A medida também conta com o apoio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem defendido mudanças no modelo de jornada.

Em publicação nas redes sociais, Jerônimo classificou a aprovação como uma “vitória histórica do povo trabalhador”. O petista atribuiu o resultado à pressão popular e à articulação de Lula, ressaltando que a mudança poderá garantir mais tempo para descanso, convivência familiar e atividades pessoais.

“Mais tempo para viver, descansar e estar com a família!”, escreveu Jerônimo. Ele também defendeu o acompanhamento das próximas etapas da tramitação e cobrou transparência nas decisões do Congresso Nacional.

Rui Costa também comemorou a aprovação e destacou a redução da jornada sem corte salarial. "Agora você vai ter dois dias por semana para folgar, ficar com seus filhos, para curtir, para ir para a igreja, fazer o que você quiser, dois dias por semana", destacou, avisando que a promulgação será feita amanhã, em uma cerimônia com a presença do presidente Lula.

Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar afirmou que a aprovação representa uma "vitória histórica para o trabalhador". O parlamentar destacou sua atuação na condução da proposta na comissão e celebrou a previsão de uma jornada de 40 horas semanais, com dois dias de descanso. " Como presidente da CCJ, pautei e conduzi a votação da proposta na comissão", ressaltou

Jaques Wagner, por sua vez, rebateu críticas à mudança e afirmou que a redução da jornada não deve comprometer a economia. "Não adianta o discurso alarmista da oposição, que sempre tenta barrar os direitos de quem move este país. O modelo 5x2 já é uma realidade em diversos setores e em grandes partes do mundo. O Brasil não vai quebrar por dar mais qualidade de vida ao seu povo", escreveu.

Angelo Coronel (Republicanos) declarou ter votado favoravelmente à proposta, mas ressaltou a necessidade de ajustes para evitar prejuízos aos empregadores. "Minha posição sempre foi clara: valorizar quem trabalha, defender seus direitos e lutar por mais geração de empregos. Meu voto foi convicto após o relator deixar claro que ajustes terão que ser feitos para não penalizar quem gera emprego", afirmou o parlamentar, que não conseguiu se reeleger em 2026.

A deputada federal Alice Portugal, do PCdoB, acompanhou pessoalmente a votação em Brasília. “Um dia para descansar, outro dia para o trabalhador se preparar, fazer um curso de reciclagem, cuidar da saúde, ver os filhos, enfim, fazer o que quiser. Em todos os lugares onde essa jornada foi atenuada, ao invés de a produção cair, a produção cresceu”, destacou.

Classificação Indicativa: Livre

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