Política

Jerônimo Rodrigues revela preocupações com impacto do tarifaço e sanções de Trump no setor produtivo

Devid Santana / BNews
Jerônimo se reúne com produtores para discutir como as novas tarifas afetam a exportação de frutas e mel da Bahia  |   Bnews - Divulgação Devid Santana / BNews

Publicado em 21/07/2025, às 12h17 - Atualizado às 13h32   Daniel Serrano e Yuri Pastori



O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), disse estar preocupado com o impacto na economia e no setor produtivo do Estado das tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos produtos brasileiros exportados para o país norte-americano. Jerônimo já se reuniu com a Federação das Indústrias da Bahia (Fieb) e produtores das cidades do interior baiano como Juazeiro e Uauá. 

Fiz inclusive uma reunião com produtores exportadores de manga, de uvas, e todo mundo muito preocupado. Tem gente com contrato pronto para exportação de uva, com contêineres prontos. Existe uma uva, uma manga, que ela foi produzida especificamente nos padrões para o consumo norte-americano. E o produtor disse: 'Governador, eu não posso agora, se tiver um mercado precisando dessa uva, com certeza dessa manga não vai ter consumo, porque é padrão.' Foi pesquisa feita com consumidor norte-americano", contou.

"É uma uva dirigida a um público com um tipo de cultura. É possível que algum mercado queira, mas ela é dirigida com valor, com a casca, com a polpa, com o caroço, tudo desenhada para isso. Você imagina agora e agora é julho e agosto, o período da colheita, o que que eu vou fazer?'", continuou. O governador relatou ainda a presença de contêineres de pescados e de mel, bem como os possíveis impactos na produção de soja, milho e exportação de minério. 

A Bahia, vocês sabem, hoje é um dos dois maiores produtores de mel do Brasil e já tem contêineres de mel também arriscado, ameaçado de não ser exportado. Agora você imagina o mel é uma cultura produzida essencialmente por pequenos, pelo agricultor familiar", disse.

Punição aos ministros do STF

Jerônimo também comentou sobre as sanções do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que suspendeu os vistos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O petista acredita que a política de um país não pode interferir negativamente no mercado de outra nação.

Qual o motivo de proibir um brasileiro de entrar em um país? Não tem motivos. Então, é um negócio que a política quando ela entra no mercado dessa forma, ela atrapalha. A política não pode atrapalhar o mercado, a economia. Todas as vezes que nós vimos  o mercado se meter ou a política se meter um com o outro, não deu certo. Vocês lembram do mensalão que era para punir os que tinham errado com recursos públicos. Não pode se punir o setor produtivo, fechar empregos, fechar investimentos", argumentou. 

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