Política
por Héber Araújo e Carolina Papa
Publicado em 26/08/2026, às 20h31
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) subiu o tom nas críticas contra o candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), e ao adversário ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil). Nesta quarta-feira (26), o petista disse que o senador “representa o negocismo”.
Durante o Ato das Juventudes no Comitê Central, em Salvador, Jerônimo avaliou o cenário político na Bahia como delicado ao citar que a “corda está esticada”. O chefe do Palácio de Ondina chegou a classificar ACM Neto como “herdeiro” do carlismo, modelo político adotado durante o governo de Antônio Carlos Magalhães na Bahia.
“Nós temos um representante do negacionismo. Aqui na Bahia não se cria. Aqui na Bahia, nós estamos enfrentando o herdeiro. Não é qualquer um, não é representante do time é o herdeiro. É o sangue. [...] A corda está esticada. Não podemos brincar”, disse o governador.
Jerônimo rechaçou o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022) e relembrou os atos democráticos do 8 de janeiro de 2023.
“Coisa de monstro. Não tem nada de ser humano em uma pessoa estar sofrendo com falta de ar e um líder, eleito pelo Brasil, ficar fazendo piada com o sofrimento da morte do povo. [...] Peguem cada um dos critérios que vocês vão ver a situação que ele deixou o Brasil. Depois, derrotado nas urnas por nós brasileiros, eles quiseram destruir a democracia”, destacou.
“Não foi só um golpe de estado, mas na vida de três líderes: Lula, Alckmin e o ministro Alexandre. Aqui não tem essa coisa de ser mais novo e não ter vivenciado [a ditadura militar]. Olhem para 2023 para o dia 8 de janeiro e vejam o que eles fizeram”, complementou.
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