Política

Jorge Araújo não descarta saída do PP após federação com União Brasil: "Não quero servir de escada"

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Vereador Jorge Araújo pontuou que é necessário pensar “na política do hoje para ver o que pode fazer amanhã”  |   Bnews - Divulgação Devid Santana/BNews
Carolina Papa

por Carolina Papa

carolina.papa@bnews.com.br

Publicado em 29/04/2025, às 18h51



O vereador Jorge Araújo (PP) não descartou deixar o Progressistas após a federação entre a legenda e o União Brasil, firmada nesta terça-feira (29) na Câmara dos Deputados. Em entrevista à imprensa, o edil afirmou que “não quer servir de escada para ninguém” ao comentar sobre o seu futuro político diante da articulação entre as siglas. 

Para jornalistas, Jorge Araújo classificou a federação PP-União Brasil como “bacana”, mas pregou cautela sobre os próximos passos a serem dados. O vereador pontuou que é necessário pensar “na política do hoje para ver o que pode fazer amanhã”. 

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“Pode haver a possibilidade, sim, de sair e ficar sem partido. Eu aceito [a federação], acho bacana. Mas a nível de futuro, você tem que pensar a política do hoje para ver o que você pode fazer amanhã. [...] Eu posso sair e eu vou ter um tempo para escolher qual caminho eu vou [tomar]”, disse o edil. 

“Eu não quero servir de escada para ninguém. Eu não vim aqui para servir de escada. Eu vim aqui para fazer história. De escada, nunca. Chega disso. A conversa aqui agora é outra. O negócio de ‘ah, você vai ganhar, você vai ser bem votado’ essa conversa não me cabe mais. Quando a gente vai para a rua, a coisa é outra. O voto não é tão fácil assim. 36 mil votos não caem da noite para o dia. É complicado, é difícil", acrescentou

Jorge Araújo revelou que não houve conversas com o presidente do PP na Bahia, Mário Negromonte Júnior, sobre a federação. O vereador, que já revelou querer disputar uma vaga para deputado federal, informou que se o cenário não se mostrar favorável às suas perspectivas “irá tirar o time de campo” para procurar um “partido que dê possibilidades” para galgar espaços na política. 

“Não, não chamou não. Como tudo ainda é muito novo, não fomos convidados para participar [das conversas]. Vamos aguardar nos próximos capítulos e ver [...] Todo mundo se articula politicamente falando. Por que eu não posso me articular? A hora é essa, o momento é esse. Se essa federação possibilitar [a minha saída], eu tiro meu time de campo e vou ficar guardando uma expectativa para um partido que me dê possibilidades. Todo mundo procura a sua melhora”, finalizou. 

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