Política

Jorge Solla se diz surpreso com aprovação folgada da PEC da Segurança na Câmara: “Coisa rara”

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Deputados aprovaram proposta por ampla maioria  |   Bnews - Divulgação Devid Santana / BNEWS

Publicado em 05/03/2026, às 09h14   Yuri Pastori e Anderson Ramos



O deputado federal Jorge Solla (PT) revelou surpresa com a aprovação da PEC da Segurança Pública por ampla maioria na Câmara dos Deputados na sessão de quarta-feira (4). Em entrevista a jornalistas nesta quinta (5), na sede do Arquivo Público do Estado da Bahia, em Salvador, o petista celebrou o avanço da proposta. Aprovada em segundo turno, com 461 votos a 14, o texto será enviado ao Senado.

“Estou muito contente com a aprovação. Não foi unanimidade, mas foi a maioria absoluta, coisa rara da Câmara de Deputados. Para nós foi uma grande satisfação ter podido participar da Comissão Especial que tratou da PEC, que é um projeto muito importante para o Brasil, que o presidente Lula encaminhou, e felizmente a gente conseguiu amadurecer na Comissão e os resultados, eu diria a vocês, foram muito positivos”,disse Solla.

Para o deputado, a proposta acerta em colocar na Constituição brasileira um sistema de segurança pública inspirado no SUS (Sistema Único de Saúde) e no SUAS (Sistema Único de Assistência Social)

“É fundamental porque você vai articular melhor os entes federados, com um sistema descentralizado, mas com a coordenação federal. Então é muito importante a gente colocar na Constituição essa responsabilidade do combate ao crime da segurança pública ser feita dessa forma”, destacou. 

Solla também destacou que o projeto prevê recursos oriundos das apostas online para financiar o sistema de segurança pública e o fortalecimento da Polícia Federal nas ações de investigação e de inteligência contra o crime organizado. 

Por fim, Solla não descartou a possibilidade de votação da redução da maioridade penal ainda esse ano. De última hora, a mudança foi retirada do texto final da proposta.

“Vai ter um debate a parte, porque não fazia parte do escopo dessa PEC. Era como a gente chama lá como jabuti: o jabuti não fica em árvore, quando aparece é porque está fora do contexto. Ficou acordado que vai ter uma comissão para tratar do assunto, para se debruçar de forma adequada e serena para que a gente possa refletir e ficar mais adequado. Não marcou data, mas é possível que ainda comece esse ano”, pontuou.

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