Política

Jornalista é hostilizada e expulsa de conferência de extrema direita

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Jornalista foi cercada por diversas pessoas aos gritos  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Lucas Pacheco

por Lucas Pacheco

lucas.pacheco@bnews.com.br

Publicado em 07/07/2024, às 19h24 - Atualizado às 20h11



A repórter Isadora Aires, da CNN Brasil, foi hostilizada e expulsa por apoiadores da extrema-direta do local onde acontece a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), em Balneário Camboriú (SC), que conta a participação de políticos de direita, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, o presidente da Argentina, Javier Milei. A profissional estava se preparando para entrar ao vivo, quando foi cercada por diversas pessoas aos gritos, na manhã deste domingo (7).

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Enquanto testava o microfone e ajustava o celular que filmaria sua partipação ao vivo na programação do canal para o qual trabalha, Isadora foi encurralada por pessoas que gritavam "lixo", "fora" "não vai gravar".

Uma mulher que grava a cena e é uma das que hostiliza a repórter afirma "CNN tentando gravar. Não vai conseguir". 

Veja:

No vídeo, ainda é possível perceber que algumas pessoas confundem a CNN com a Globo. 

Isadora Aires conseguiu deixa o local com a ajuda de policiais militares e, em nota, a a CNN afirmou que “considera esse tipo de atitude uma ameaça à democracia e à liberdade de expressão e não se intimidará em realizar sua cobertura, apartidária e sem viés ideológico”.

O ato de violência chegou a interromper o evento e o apresentador, chamando a repórter de "petista", pediu que o público voltasse a prestar a atenção na apresentação. 

"Vamos retomar aqui, pelo que eu entendi chegou algum petista para tentar atrapalhar". E emendou: "Não é um petista qualquer, mas a CNN".

Em outro momento, ainda com a dispersão do público, o apresentador voltou a pedir que os presentes se concentrassem nas falas do palco, novamente se referindo à profissional como "pestista".

"Vamos nos concentrar aqui, tem muita coisa boa para acontecer, não vamos perder tempo com petista. Joga uma carteira de trabalho que ele sai correndo, a gente acaba logo com isso", disse.

Outro jornalista hostilizado

No sábado (07), o repórter do jornal Estadão, Pedro Augusto Figueiredo, foi empurrado e perseguido por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, após questionar a ex-primeira dama, Michele Bolsonaro, sobre o indiciamento do ex-mandatário pela Polícia Federal no caso das joias. Um dos homens que perseguiu Pedro ainda deu um empurrão no profissional, que se desequilibrou.  

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