Política

Julgamento de Bolsonaro: Defesa questiona possível pena contra ex-presidente

Antonio Augusto/STF
Celso Vilardi, advogado de Bolsonaro, argumenta que a pena de 30 anos é desproporcional e não fundamentada em provas concretas.  |   Bnews - Divulgação Antonio Augusto/STF
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 03/09/2025, às 12h16



A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deu início ao segundo dia de sessões do julgamento contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus do chamado "núcleo crucial" do inquérito da trama golpista. 

Em sua sustentação oral, o advogado Celso Vilardi, que faz a defesa de Bolsonaro, defendeu que uma pena de 30 anos contra o ex-presidente não é "natural".

"Pena de trinta anos não é natural. O que está acontecendo é, uma tese trazida pela parte da Polícia Federal, do Ministério Público Federal, é trazer para algo que fala de acidentes, de assassinato de pessoas, e no 8 de janeiro. É isso, são essas duas partes que trazem. (...) Tão grave, e nisso não há prova", afirmou o advogado.

Vilardi disse ainda que "não há uma única prova" contra o ex-presidente. 

Bolsonaro e os demais réus são acusados de ter cometido cinco crimes, são eles: organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência e ameaça grave; e deterioração de patrimônio tombado. Em caso de condenação a pena pode chegar até 43 anos de prisão. 

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