Política
Publicado em 25/03/2025, às 11h36 - Atualizado às 11h36 Bruna Rocha
Nesta terça-feira (25), acontece na Primeira Turma do Superior Tribunal Federal (STF), o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos componentes do primeiro núcleo de organizadores da tentativa de golpe de estado. No juízo, familiares do jornalista Vladimir Herzog e da estilista Zuzu Angel, vítimas da ditadura militar, marcaram presença.
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O filho do jornalista assassinado, Ivo Herzog, embarcou para a capital federal com seu filho, Lucas Herzog, 27. “Decidi vim ao julgamento porque é um momento histórico. Pela primeira vez no Brasil, agentes do Estado serão processados por atentarem contra a democracia”, afirma o filho de Vlado, como era mais conhecido, a Folha de São Paulo.
Ainda em entrevista, Ivo destacou que este ano completa-se 50 anos da Ditadura Militar, junto aos 50 anos de morte do pai dele. Já a jornalista Hildegard Angel, filha de Zuzu, enxerga a presença no julgamento como uma obrigação história.
“Uma obrigação histórica, humana e pessoal de estar no julgamento. Pelos mortos, desaparecidos e os que têm vida a viver. Não é possível que o Brasil repita uma anistia equivocada e perversa", diz ela, referindo-se a Lei da Anistia. A lei permite que torturas e assassinatos no período ditatorial não fossem julgados”, aponta.
Outro participante foi o Ex-preso político e ex-ministro de Direitos Humanos de Lula, Paulo Vannuchi, que teve seu primo preso e assassinado na ditadura.
“É importante haver pessoas preocupadas com a democracia”, afirma ele. “Na votação do impeachment de Dilma [Rousseff, em 2015], Bolsonaro homenageou sonoramente o principal chefe da tortura, Brilhante Ustra”, lembra ele ao jornal.
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