Política

Justiça da Itália nega domiciliar e mantém Zambelli presa em penitenciária

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Laudo médico contradiz alegações de saúde fragilizada e afirma que Zambelli pode receber tratamento na prisão.  |   Bnews - Divulgação Lula Marques / Agência Brasil
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 28/08/2025, às 08h35 - Atualizado às 08h35



A Justiça da Itália decidiu nesta quinta-feira (28) que a deputada federal Carla Zambelli (PL) seguirá presa na penitenciária de Rebibbia, na Itália, onde está detida desde o dia 29 de julho. A parlamentar tentava responder ao processo em prisão domiciliar, em um apartamento em Roma.

Com isso, Zambelli continua respondendo ao processo de extradição que pode fazer com que ela retorne ao Brasil.

Na última quarta-feira (27), a deputada passou por uma uma audiência, que contou com a participação da defesa de Zambelli e um representante do governo brasileiro, responsável pelo pedido de extradição. Na oportunidade, os advogados da bolsonarista disseram que a deputada está com a saúde fragilizada e que ela vem sofrendo perseguição política no Brasil. 

Laudo médico contradiz Zambelli

Ainda na última quarta-feira (27) foi divulgado um laudo médico encomendado pela Justiça da Itália. De acordo com o documento, a deputada tem condições de seguir seu tratamento médico dentro da penitenciária onde se encontra. 

Segundo a CNN Brasil, diplomatas brasileiros avaliam que o laudo médico foi determinante para a manutenção da prisão Zambelli. 

“Com o regime prisional, incluindo a possibilidade de receber as terapias de que necessita dentro do estabelecimento prisional, não surgem elementos que excluam a possibilidade de a pessoa ser mantida detida”, diz o laudo. 

O laudo afirma ainda que a greve de fome realizada por Zambelli “não parece constituir obstáculo ao regime prisional, tendo em vista o comportamento consciente do paciente, a administração adequada da medicação e a hidratação adequada”.

“Por fim, concluímos que não há provas de que o estado de saúde seja incompatível com o regime prisional, incluindo suas necessidades terapêuticas demonstradas, todas as quais podem ser atendidas dentro do centro de detenção”, alega. 

Condenação de Zambelli 

Zambelli foi condenada em maio deste ano a dez anos de prisão por participar da invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com o auxílio do hacker Walter Delgatti.

Em seguida, a deputada deixou o Brasil. Antes de chegar na Itália, Zambelli passou pela Argentina, de onde embarcou para a Flórida, nos Estados Unidos. Em seguida, a parlamentar se refugiou no país europeu.

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