Política

Justiça suspende divulgação de pesquisa Veritá para o Governo da Bahia

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Decisão atende a uma representação apresentada pela coligação Mais Bahia, Mais Brasil, do governador Jerônimo Rodrigues (PT)  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Anderson Ramos

por Anderson Ramos

Publicado em 09/09/2026, às 13h16



A pesquisa do instituto Veritá que mostraria as intenções de voto para o governo e o Senado na Bahia, prevista para ser divulgada nesta quarta-feira (9), foi suspensa pela Justiça Eleitoral.

A decisão liminar atende a uma representação apresentada pela coligação Mais Bahia, Mais Brasil, do governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT).

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A coligação alega que o levantamento padece de irregularidades formais e metodológicas, destacando que o escopo da pesquisa contemplou apenas os cargos de governador e senador, mas o questionário aplicado contemplou perguntas específicas voltadas à disputa pela Presidência da República.

O desembargador Mhércio Cerqueira Monteiro argumenta que a decisão liminar foi tomada por conta da divergência substancial entre os dados cadastrados no Sistema PesqEle e o questionário submetido a campo.

Com isso, a Veritá está impedida de divulgar, publicar, veicular ou reproduzir os resultados da pesquisa registrada sob o número BA-03016/2026 até que o levantamento seja analisado. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária de R$ 50 mil.

O levantamento teve custo declarado de R$ 155.540, financiado com recursos próprios do instituto, e realização de 2.020 entrevistas em todo o estado.

Na mira da Justiça Eleitoral

Além da Bahia, a Veritá teve levantamentos proibidos de serem divulgados em 13 estados e no Distrito Federal apenas neste ciclo eleitoral. A Justiça Eleitoral apontou irregularidades técnicas e indícios de fraude.

No dia 12 de agosto, os Tribunais Regionais Eleitorais (TRE) do Rio Grande do Norte e de Sergipe proibiram o Veritá de divulgar resultados de sondagens de votos para governo e Senado.

Nos casos, foram entendidos que pesquisa coletada pelo instituto "divergia drasticamente" da realidade estadual, super-representando eleitores ricos e escolarizados.

As Justiças Eleitorais de estados como Piauí, Amazonas e Pernambuco afirmam que o instituto não oferece transparência e nem detalha sobre como gera, seleciona e aborda os entrevistados. As pesquisas do Veritá são realizadas por telefone.

No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Veritá diz que utiliza o método probabilístico PPT (Probabilidade Proporcional ao Tamanho), alegando que sua amostra reflete com fidelidade o eleitorado de cada estado.

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