Política

Kiki Bispo rebate Augusto Vasconcelos: "Torcem contra o tempo todo"

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"O secretário, aparentemente, está desatualizado, mal informado ou, infelizmente, age de má fé", diz Kiki Bispo  |   Bnews - Divulgação Arquivo / BNews
Henrique Brinco

por Henrique Brinco

henrique.brinco@bnews.com.br

Publicado em 13/03/2025, às 18h04



O vereador Kiki Bispo (União Brasil), líder da bancada de governo na Câmara de Salvador, rebateu as declarações do secretário estadual do Trabalho, Emprego e Renda, Augusto Vasconcelos (PCdoB) sobre as investigações do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE) a respeito de irregularidades nas condições de trabalho oferecidas ao ambulantes no Carnaval de Salvador.

Segundo o edil, o gestor "precisa se informar melhor em relação às ações da prefeitura direcionadas aos ambulantes durante o Carnaval". 

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"O secretário, aparentemente, está desatualizado, mal informado ou, infelizmente, age de má fé. Ele diz que o governo do Estado fez acolhimento aos ambulantes e catadores no Carnaval deste ano e faz uma cobrança à prefeitura. A questão é que a prefeitura já faz isso há muito mais tempo, e de maneira muito melhor e mais estruturada, com iniciativas como o Salvador Acolhe, o credenciamento online, que acabou com as filas, a isenção de todas as taxas e toda a estrutura para eles no Carnaval", comparou Kiki, ao rebater um vídeo divulgado pelo secretário.

"Nunca fizeram nada pelos ambulantes e tentam a todo momento, irresponsavelmente, jogar a categoria e a população contra a prefeitura. Torceram para que a passarela dos ambulantes, uma inovação que beneficiou trabalhadores e foliões, desse errado. Torcem contra o Carnaval. O que eles querem? Acabar com esta fonte de renda dos ambulantes? Privatizar tudo? Ao que parece, eles querem mesmo tirar os ambulantes do Carnaval, tirando dos trabalhadores a possibilidade de terem sua renda durante a folia", acrescentou o vereador.

Mais cedo, Vasconcelos criticou a prefeitura de Salvador e destacou ainda que a Setre vem atuando com outras secretarias para desenvolver um programa de acolhimento para as famílias de ambulantes.

"Sabemos que essa deveria ser uma iniciativa da Prefeitura e das empresas patrocinadoras do Carnaval, mas nós não cruzamos os braços. Achamos ainda que nossas ações precisam ser ampliadas. Fica aqui um convite para a Prefeitura de Salvador se somar conosco nesse esforço para assegurar trabalho decente e digno, porque ninguém merece viver e trabalhar nessas condições degradantes com as quais essas pessoas acabam sendo submetidas em um carnaval que movimenta tanto dinheiro na nossa economia e nós precisamos fazer esse dinheiro chegar na ponta", afirmou o secretário.

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