Política

Kleber Rosa cita expansão de hospitais na Bahia, mas pontua: "problema é de gestão”

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O candidato a deputado federal, Kleber Rosa (PSOL), foi o entrevistado desta terça-feira (11) no Se Liga Bocão  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Youtube
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 11/08/2026, às 19h56



O candidato a deputado federal Kleber Rosa (PSOL) afirmou que os principais problemas enfrentados pela saúde pública na Bahia não estão relacionados à falta de recursos ou de unidades hospitalares, mas ao modelo adotado para administrar parte desses equipamentos. Durante entrevista ao Se Liga Bocão, transmitido pela BNEWS TV e pela Rádio Baiana FM nesta terça-feira (11), o psolista reconheceu como mérito dos governos petistas a ampliação da estrutura hospitalar no estado, mas fez críticas à entrega da gestão de unidades públicas à iniciativa privada.

“Recursos existem, recursos do SUS chegam, hospitais e unidades hospitalares na Bahia cresceram muito. Isto é um dado, é um mérito, digamos assim, da gestão petista ter construído unidades hospitalares. Isso é um fato. Mas por que que, mesmo com o crescimento das unidades de saúde, o problema não se resolve? Gestão”, declarou Rosa.

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Na avaliação do pré-candidato, o próprio governo responsável pela expansão da rede hospitalar optou por um modelo que abre espaço para interesses privados dentro do serviço público. “O mesmo governo que construiu muitos hospitais escolheu entregar a gestão do hospital para setores privados. E quando entrega a gestão de um aparelho público desse para setores privados, entram os interesses privados”, criticou. Rosa também associou o modelo à terceirização e à pejotização de profissionais, citando problemas como redução de direitos trabalhistas, desvalorização salarial e atrasos no pagamento de trabalhadores.

O psolista argumentou ainda que a rotatividade de profissionais prejudica o vínculo entre as equipes de saúde e os pacientes, sobretudo nos municípios do interior. “Tem um médico ali que não tem estabilidade, daqui a pouco é outro e não estabelece algo que é fundamental: conhecer o paciente, conhecer o histórico daquela pessoa”, afirmou.

Para Kleber Rosa, a participação de empresas na administração das unidades transforma a prestação do serviço em uma atividade orientada também pela busca de retorno financeiro. “O problema da saúde é um problema de gestão e isso tem a ver com o setor privado pressionando para fazer do serviço público um bom negócio. Entrar para ganhar dinheiro, para ter lucro, comprometendo a qualidade do serviço que é oferecido”, concluiu.

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