Política

Laina Crisóstomo abre o jogo sobre carta de despedida do mandato e fala sobre ausência nas sessões

Dinaldo Silva / BNews
Vereadora foi eleita em mandado coletivo composto por três mulheres  |   Bnews - Divulgação Dinaldo Silva / BNews

Publicado em 17/12/2024, às 16h02   Bernardo Rego e Luana Neiva



A vereadora Laina Crisóstomo (PSOL) esteve presente, na tarde desta terça-feira (17), no plenário da Câmara Municipal de Salvador (CMS), onde participou de uma sessão deliberativa. Em conversa com a imprensa, Laina falou sobre uma carta que deve ser lida como forma de despedida da CMS, mas fez questão de frisar que a luta dos movimentos sociais vai continuar. Ela pontuou ainda o quão difícil é para as mulheres ocuparem cargos expressivos dentro do meio político, mas ressaltando que a luta não pode parar. 

Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no Youtube!


"Então, na verdade, a gente enquanto mulher preta, na política, a gente tem uma dinâmica sobre falar mesmo sobre as nossas dores. Eu acho que nesses quatro anos de mandato a gente expôs dores internas e externas. Dores da Câmara, da rua, mas também do partido (PSOL), de todos os processos que a gente tem vivenciado. Na verdade, a gente se inspira muito numa companheira chamada Áurea Carolina, que é uma companheira que foi do PSOL, que foi deputada Federal e que desistiu de ser candidata. Então, a ideia é lançar uma carta de despedida, mas também apresentando todo o trabalho que a mandata fez e falando sobre todas as violências que a gente sofreu e as violências que continuam sob judice para que a gente consiga fazer justiça", pontuou a edil. 


Ela citou um vereador que teria feito declarações violentas contra ela e as suas companheiras de mandato coletivo chamado “Pretas por Salvador”. 

"A gente quer lançar uma carta falando sobre esses quatro anos de mandato, então a ideia é que a gente possa publicar em alguns veículos de comunicação divulgando sobre esse processo desses quatro anos, fazendo uma prestação de contas, mas também trazendo um alerta para as mulheres negras que adentram na política de como esse espaço é adoecedor, enlouquecedor e extremamente violento e perverso para as mulheres, mas que a gente precisa seguir ocupando esse espaço", acrescentou.  


Laina também foi questionada sobre a sua ausência nas sessões na CMS, mas disse que todas as faltas foram devidamente justificadas. "Todas as minhas ausências foram justificadas com eventos. Eu gosto de dizer que quando a gente perde a eleição, a gente não perde a mandata, porque esse projeto político ele segue, né? Então, a gente volta para casa. E graças a orixá, a Deus e a todas as entidades que nos guiaram até aqui, a gente nunca virou as costas ao movimento social", afirmou. 

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)