Política

Lázaro Ramos desabafa sobre demissão de Silvio Almeida: “Vergonhoso”

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"Vivemos um capítulo triste e devastador na luta pelo direito das mulheres", escreveu o ator  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Youtube

Publicado em 06/09/2024, às 21h03   Redação



O ator Lázaro Ramos usou sua rede social na noite desta sexta-feira (6) para se pronunciar sobre a demissão de Silvio Almeida do Ministério dos Direitos Humanos. O agora ex-ministro foi denunciado por mulheres à ONG Me Too Brasil. Uma das vítimas teria sido a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.

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"Em 24 horas, retrocedemos alguns anos. Vivemos um capítulo triste e devastador na luta pelo direito das mulheres, na luta antirracista, no campo político e na luta dos direitos humanos. De todas as formas, perdemos", iniciou.

O artista ainda exaltou a coragem de Anielle Franco, por denunciar o colega. "Precisamos de rigorosa apuração e justiça. E em primeiro lugar, quero deixar meu apoio total e irrestrito à ministra Anielle Franco e a todas as mulheres que tiveram a coragem de expor uma denúncia de assédio sexual. Reforçar que a luta pelo direito das mulheres é uma luta de todos nós. Especialmente, nós, homens", continuou.

Lázaro ainda refletiu sobre o machismo estrutural: "É vergonhoso ter que reconhecer que a combinação do machismo estrutural somado à cultura da violência contra as mulheres está intrínseca em nós. É devastador constatar, mais uma vez, que todas as mulheres estão sujeitas a sofrer violência simplesmente por serem mulheres".

Ele finalizou assumindo o quanto é complicado para ele se manifestar sobre o tema, que reforça ainda mais ideias racistas sobre homens pretos.

"Mas e agora? Essa é a pergunta que me fiz o dia inteiro diante dessa situação. Foi a pergunta que vi irmãos e irmãs se fazendo na linha tênue entre defender o que precisa ser defendido e não reforçar o que o sistema já faz com pessoas pretas. É preciso estarmos vigilantes para não nos igualarmos a um sistema que massacra nossa existência e diante de uma situação que também é política, tudo isso sem esquecer da exposição a qual uma mulher e ativista negra foi colocada diante de uma situação como esta", disse.

"A pergunta segue, E agora? Infelizmente, para além desse apoio irrestrito às mulheres, não tenho uma resposta pronta. A única certeza que tenho é que hoje, independente do desfecho, uma comunidade inteira caminha para trás", finalizou.

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