Política

Líder do governo no Congresso detona ato da oposição: "Continuação do 8 de janeiro"

Pedro França/Agência Senado
Parlamentares aliados de Jair Bolsonaro impedem os trabalhos na Câmara e no Senado  |   Bnews - Divulgação Pedro França/Agência Senado
Anderson Ramos

por Anderson Ramos

Publicado em 05/08/2025, às 21h23



O líder do governo Lula no Congresso Nacional, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), comparou a ocupação das mesas diretoras dos plenários do Senado e da Câmara dos Deputados por parte de parlamentares da oposição nesta terça-feira (5), aos atos golpistas do 8 de janeiro de 2023.

De acordo com Randolfe, a atitude dos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), é um “vilipêndio” contra as duas Casas do Congresso Nacional.

“Aos parlamentares é legítimo o direito à manifestação e à obstrução parlamentar, mas impedir o pleno funcionamento das duas Casas do Congresso Nacional não é obstrução, é vilipêndio. O que está acontecendo hoje aqui, no plenário da Câmara e do Senado, é a continuação do 8 de janeiro, protagonizado pelos mesmos que participaram do anterior”, publicou o líder no X, antigo Twitter.

O petista também alertou que o impedimento do trabalho no Legislativo nacional pode colocar em risco votações importantes que estão previstas para esta semana.

“Quem sai perdendo com o não funcionamento do Congresso Nacional nesta semana é, sobretudo, o Brasil. Precisamos votar o Projeto de Lei que corrige a tabela do Imposto de Renda até sexta-feira. Caso esse Projeto não seja votado, mais de 10 milhões de brasileiros deixarão de ficar isentos do pagamento do imposto. É assim que a oposição atua: contra o Brasil e contra os brasileiros”.

O que a oposição pede?

O grupo da oposição exige que seja votado o projeto de anistia aos presos do 8 de janeiro e também reivindica que seja pautado o pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o fim do foro privilegiado, para permitir que Bolsonaro não seria mais julgado pelo STF, mas pela primeira instância.

O movimento ocorre após Moraes ter decretado a prisão domiciliar do ex-presidente Bolsonaro, na segunda-feira (4).

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