Política
Publicado em 28/04/2025, às 10h59 Cadastrado por Daniel Serrano
A pressão pela votação do projeto de lei que prevê anistiar os condenados nos atos golpista do 8 de janeiro fez o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, revelar o acordo político sobre a distribuição de emendas de comissão e provocou um mal-estar na cúpula do Congresso Nacional. A informação é do blog de Valdo Cruz, no site g1
As emendas parlamentares são verbas previstas no Orçamento da União e que são pagas pelo governo a deputados e senadores, que repassam os valores para obras em seus estados ou municípios.
De acordo com a publicação, Cavalcante revelou a existência do acordo ao ameaçar não cumpri-lo se o requerimento de urgência para votação da anistia diretamente no plenário não fosse pautado.
O Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha a distribuição de emendas parlamentares, reagiu de forma imediata. O ministro Flávio Dino deu 48 horas para que o líder do PL explique o acordo político.
Cavalcante confirmou ter um acordo com a presidência da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos) na distribuição de emendas de comissão, que chegam a aproximadamente R$ 11,5 bilhões.
O parlamentar revelou ainda que os partidos que presidem a comissão ficam com 30% de suas emendas, enquanto os 70% restantes serão distribuídos pelo presidente da Câmara com os demais partidos. O mesmo vale para o Senado.
Ao revelar o acordo, Cavalcante irritou a cúpula do Senado e da Câmara, já que, segundo a coluna, as emendas dão força para Motta e Davi Alcolumbre para comandar votações importantes dentro do Congresso Nacional.
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