Política
Publicado em 16/04/2025, às 12h41 Cadastrado por Daniel Serrano
Após a oposição ter conseguido o número necessário de assinaturas para pautar a urgência do projeto de lei que concede anistia aos condenados nos atos golpistas do 8 de janeiro, líderes partidários da Câmara dos Deputados passaram a apontar para a dificuldade em frear o avanço da proposta. A informação é do blog da jornalista Tainá Falcão, na CNN Brasil
De acordo com a publicação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve discutir o projeto com líderes em uma reunião marcada para o dia 24 de abril. O parlamentar tem dito a aliados que a estratégia da oposição tem sido buscar votos “no varejo”, o que pode dar certo.
Sem apoio inicial dos líderes, o PL procurou partidos em busca de votos individuais e acabou conseguindo 262 votos, cinco a mais que o necessário (257), para protocolar a urgência do PL da Anistia. O número ainda pode subir, dependendo da decisão que sairá da próxima reunião. A avaliação é de que, se Hugo Motta decidir pautar a urgência, com apoio dos líderes partidários, parlamentares que ainda não assinaram o projeto podem se sentir mais à vontade para votar a favor da proposta.
Na última terça-feira (15), Hugo Motta usou as redes sociais para afirmar que a decisão sobre a anistia será tomada em consenso entre os líderes da Câmara. “Democracia é discutir com o Colégio de Líderes as pautas que devem avançar. Em uma democracia, ninguém tem o direito de decidir nada sozinho", escreveu no X (antigo Twitter).
Democracia é discutir com o Colégio de Líderes as pautas que devem avançar. Em uma democracia, ninguém tem o direito de decidir nada sozinho. É preciso também ter responsabilidade com o cargo que ocupamos, pensando no que cada pauta significa para as instituições e para toda a…
— Hugo Motta (@HugoMottaPB) April 15, 2025
A mensagem foi entendida como uma forma de preparar o terreno caso a matéria seja votada pelo plenário e dividir a responsabilidade entre o presidente da Câmara e os líderes.
Com receio que o ônus da pauta recaia sobre a Câmara, aliados de Hugo Motta defendem que o deputado esteja alinhado com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O senador não apresentou indícios de que dará prioridade à matéria, mas aliados avaliam que a eventual aprovação na Câmara deve pressionar o Senado por um desfecho semelhante.
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