Política

Lídice confirma convite para ser suplente de Wagner no Senado; saiba detalhes

Jefferson Rudy/Agência Senado
Mesmo com convite, deputada estuda os cenários e ainda não definiu se vai ser suplente do ex-governador no Senado  |   Bnews - Divulgação Jefferson Rudy/Agência Senado
Matheus Simoni

por Matheus Simoni

matheus.simoni@bnews.com.br

Publicado em 27/05/2026, às 11h50 - Atualizado às 11h55



Deputada federal e ex-prefeita de Salvador, Lídice da Mata (PSB) pode integrar a chapa que tentará a reeleição do PT na Bahia em uma outra posição. O BNews apurou que a parlamentar foi convidada por Jaques Wagner (PT), que irá disputar a reeleição ao Senado Federal, a ser suplente dele no pleito deste ano. A ideia é garantir que o nome de Lídice esteja confirmado no Senado caso aconteça um eventual convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que o petista assuma um ministério.

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Fontes ligadas à reportagem apontam que, mesmo com o endosso da base petista no convite, a deputada ainda não definiu se irá aceitar ou não a vaga de suplente.

A cobiça pelo espaço vem tensionando aliados governistas. No último final de semana, o ex-prefeito de Belo Campo e ex-presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) Quinho Tigre (PSD) chegou confirmar que aceitaria ser suplente em negociação junto a Wagner. No entanto, Otto Alencar, senador e presidente estadual do PSD, revelo que existem pendências a serem definidas.

Carro na frente dos bois

Ainda conforme apurou o BNews, a aliados, Lídice disse que quer definir os rumos com cautela. “Quanto mais isso sai na imprensa, menor se torna a possibilidade de se concretizar”, teria dito a parlamentar quando perguntada sobre o aceite na suplência de Wagner.

Aos mesmos aliados, a ex-prefeita disse que uma decisão desse tipo passa pela direção nacional do partido, que tem como principal meta ampliar a bancada na Câmara. Um eventual vácuo dos votos de Lídice e um temor por não transferir os votos a outras figuras do PSB prejudicariam a legenda, conforme avaliação interna.

Nos bastidores, Lídice admitiu o convite para a suplência do Senado Federal, mas negou que tivesse aceitado de imediato. Ela ainda reforçou que “tem gente colocando o carro na frente dos bois". "Isso não é um assunto para ser tratado na imprensa e eu, como poucas, que penso muito no partido, não posso tomar decisões no afogadilho", pontuou.

No Senado, o suplente assume temporariamente o cargo quando o titular vira ministro, governador, secretário estadual, secretário municipal de capital ou chefe de missão diplomática temporária. Isso também ocorre em licenças do titular do cargo para tratamento médico por mais de 120 dias.

O prazo para definição dos nomes ainda está em andamento. A base governista tem até o início das convenções partidárias para realização do registro oficial da candidatura na Justiça Eleitoral. O período acontece de 20 de julho a 5 de agosto. Os pedidos de registro de candidatura devem ser apresentados à Justiça Eleitoral até 15 de agosto, com a campanha iniciando oficialmente a partir do dia seguinte.

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