Política

Lídice da Mata detona passarela de camarote de luxo durante abertura do Carnaval no Nordeste de Amaralina

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O Carnaval no Nordeste de Amaralina começou com apresentações musicais que celebram a cultura popular e a comunidade local em Salvador  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Vídeo
Analu Teixeira e Bernardo Rego

por Analu Teixeira e Bernardo Rego

Publicado em 11/02/2026, às 21h37



O Carnaval de bairro no Nordeste de Amaralina teve início nesta quarta-feira (11) e marcou mais um ano de celebração da cultura popular em Salvador. A abertura contou com apresentações musicais que animaram a comunidade e deram o tom da festa, hoje reconhecida como parte do circuito oficial do Carnaval da capital baiana.

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Durante o evento, a deputada federal Lídice da Mata (PSB) destacou a importância histórica do Carnaval no Nordeste de Amaralina e ressaltou o papel da comunidade na construção da festa ao longo dos anos.

“Há muitos anos o Nordeste se organiza para fazer o Carnaval e hoje já integra o circuito oficial da cidade. Esse momento é de confraternização e de afirmação de uma comunidade que vive, é pacífica e contribui muito para Salvador”, afirmou.

Lídice também lembrou que a manutenção da festa ocorre mesmo após episódios recentes de tensão no bairro - funcionando, segundo ela, como uma resposta positiva da população.

“Manter o Carnaval aqui é uma forma de mostrar que o Nordeste está vivo e segue realizando muito por essa cidade”, disse.

A deputada aproveitou a ocasião para fazer duras críticas à estrutura conhecida como “passarela do apartheid”, criada para o acesso exclusivo de foliões ligados a camarotes.

“É um absurdo, um horror. Estão criando espaços privilegiados, onde quem compra camarote não pode nem passar no meio do povo. Isso cria uma casta na cidade de Salvador”, criticou.

Segundo Lídice, a iniciativa abre precedentes perigosos e reforça desigualdades, além de ter provocado impactos ambientais na região.

“Além disso, houve retirada de mata naquela área para permitir essa construção. É algo que não pode ser naturalizado”, concluiu.

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