Política

Lula afirma que Brasil vai enviar ajuda para Venezuela após terremoto; 188 pessoas morreram

Ricardo Stuckert / PR
Sites não oficiais apontam ainda que há mais de 42 mil desaparecidos, mas governo nega  |   Bnews - Divulgação Ricardo Stuckert / PR
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 25/06/2026, às 17h43



O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou ter entrado em contato com a presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, sobre as consequências do terremoto que atingiu o país. A Venezuela foi atingida, na quarta-feira (24), por um terremoto de magnitude 7,5, que chegou a ser sentido no Brasil.

Segundo Lula, em discurso realizado na tarde desta quinta-feira (25), em Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, o Brasil vai enviar mantimentos como água, comida e remédios. Lula ainda afirmou que está reunindo ministros para avaliar a necessidade de mandar bombeiros para auxiliar na busca pelos desaparecidos.

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“Eu falei com a presidenta Delcy de manhã de dentro do carro para perguntar para ela o que precisa que a gente faça. Nós estamos reunindo vários ministros para a gente mandar tudo o que for necessário para a Venezuela: água, bombeiro, defesa civil, comida, remédio”, declarou o petista.

A Venezuela foi atingida por dois terremotos ocorridos em sequência, que atingiram a região norte, próximo a capital do país, Caracas. Segundo entidades geológicas dos EUA, o terremoto registrado no país já é considerado o segundo maior já identificado na história.

Lula ainda fez uma homenagem os venezuelanos, pedindo uma salva de palmas e prometeu se esforçar para ajudar o país. “Nessas horas precisa levantar e de pé aplaudir o povo da Venezuela. Uma salva de palmas ao povo da Venezuela e todos nós temos que fazer todo o esforço possível para ajudar a Venezuela a sair dessa confusão do terremoto"

Tragédias após terremotos

Segundo informações oficiais, os terremotos causaram 188 mortes em todo país, além de 1.510 feridos e 200 presos sob escombros de prédios que caíram durante os sismos. Alguns sites não oficiais, criados por famílias que buscam por parentes, apontam que ainda há 42 mil desaparecidos em todo país. 

O governo, no entanto, aponta que há apenas 157 desaparecidos. As informações foram divulgadas pelo presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez. 

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