Política

Lula confirma interesse em recomprar refinaria na Bahia e chama guerra contra o Irã de "irresponsável"

Ricardo Stuckert/PR
Presidente reclama de demora na resolução da guerra no Oriente Médio envolvendo EUA, Israel e Irã  |   Bnews - Divulgação Ricardo Stuckert/PR
Matheus Simoni

por Matheus Simoni

matheus.simoni@bnews.com.br

Publicado em 02/04/2026, às 08h13



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a recompra da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), da Petrobras, na Bahia. Em entrevista nesta quinta-feira (2), ele comentou a venda da refinaria, feita em 2021, pelo governo Bolsonaro, feita abaixo do preço de mercado pela Petrobras ao fundo Mubadala Capital, empresa de investimentos de Abu Dhabi e que pertence à família real dos Emirados Árabes Unidos. Atualmente a refinaria é administrada pela Acelen.

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Para Lula, há uma clara necessidade de retomar o controle estatal do refino do petróleo para garantir autonomia brasileira. Ainda de acordo com o presidente, a movimentação acontece em meio à guerra "irresponsável" entre Estados Unidos, Israel e Irã.

"Nós temos muito interesse, estamos estudando já há algum tempo, a necessidade de recomprar a refinaria da Bahia para Petrobras. Não é justo a refinaria produzir menos da metade daquilo que deveria produzir e nós precisamos da refinaria produzindo muito mais. Você sabe que nós produzimos 70% do nosso óleo diesel e a gente compra 30% do óleo diesel. Esse importado, ele não tem jeito, ele vem com preço de mercado internacional e você é obrigado a fazer o reajuste", detalhou Lula, durante entrevista à Record Bahia.

Para o presidente, há uma demora na resolução da guerra no Oriente Médio por falta de interesse dos países envolvidos.

A guerra continua porque o Trump disse que ia acabar num dia e ela não vai acabar nem em um dia. Eu nem sei se vai acabar, nem em quanto tempo. O dado concreto que eu posso te dizer é o seguinte: nós estamos fazendo todo esforço possível para não permitir que a guerra irresponsável do Irã chegue ao bolso do povo que vai comprar seu alface, que vai comprar seu feijão, vai comprar seu arroz, vai comprar o seu milho, vai comprar a comida do seu filho. Nós não vamos permitir que o preço internacional chegue ao bolso do caminhoneiro, chegue ao bolso da dona de casa", afirmou o presidente da República.

"Por isso, nós estamos tomando muitas medidas, nós estamos com um processo de fiscalização muito sério no Brasil, nós estamos tentando colocar a Política Federal para pegar quem for necessário, a Política Rodoviária Federal, para investigar distribuidoras, porque tem muita gente ganhando dinheiro, sabe, roubando o povo, porque não tinha o direito de ter aumentado e estão aumentando. E nós estamos atrás", pontuou.

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