Política

Lula costura acordo com Centrão e irá apoiar presidência de Hugo Motta na Câmara em 2027

Hugo Motta e Lula - Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Pacto prevê também apoio à permanência de Davi Alcolumbre no comando do Senado e ajuda a explicar neutralidade do Centrão na eleição presidencial  |   Bnews - Divulgação Hugo Motta e Lula - Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Eduardo Costa

por Eduardo Costa

redacao@bnews.com.br

Publicado em 08/08/2026, às 08h16



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fechou um acordo com o senador Ciro Nogueira, presidente do PP, para apoiar um novo mandato de Hugo Motta (Republicanos-PB) ao comando da Câmara dos Deputados em 2027, caso os dois sejam eleitos nas eleições deste ano. As informações são da jornalista Vera Rosa, do Estadão.

De acordo com a reportagem, o petista também pretende dar respaldo a uma nova presidência de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), desde que ele colabore com o Palácio do Planalto.

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Essas garantias dadas por Lula ao senador do Centrão, foi um dos fatores que influenciaram a Federação União Progressistas (União Brasil e PP), optarem pela neutralidade na eleição presidencial deste ano.

Ainda segundo o Estadão, nos bastidores, o Partido dos Trabalhadores (PT) fez um "acordo de cavalheiros" com Ciro e não irá atrapalhar sua campanha à reeleição pelo Piauí, estado administrado pelo partido. Por outro lado, o senador não fará mais oposição a Lula.

A relação de Lula com o Centrão em um possível novo mandato foi um dos temas discutidos no jantar que reuniu o petista e Alcolumbre, na terça-feira (4) na casa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em Brasília.

Segundo o Estadão, houve um “acerto de contas” entre os dois nos primeiros momentos do encontro, mediado por Moraes, que é amigo de Alcolumbre, e pelo também ministro do STF Cristiano Zanin, que foi advogado de Lula.

Ainda no encontro, Alcolumbre disse que votações de propostas de emenda à Constituição (PEC), como as que preveem o fim da escala 6x1 e o envio de recursos de bets e do fundo social do pré-sal para o financiamento da segurança pública, ficarão para depois das eleições.

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