Política

Lula defende que esquerda use verde e amarelo para não deixar que cores sejam “tomadas por fascistas”

Ricardo Stuckert / PR
Presidente afirmou que o verde e amarelo são cores do Brasil e defendeu a soberania nacional  |   Bnews - Divulgação Ricardo Stuckert / PR
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 31/05/2026, às 08h50



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a esquerda precisa usar as cores verde e amarelo durante, especialmente durante a Copa do Mundo deste ano. Segundo ele, o movimento seria uma reapropriação das cores da bandeira do Brasil, para impedir que sejam tomadas por “fascistas”.

Receba as principais notícias de Política no canal do BNews no WhatsApp

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

A declaração, ocorrida no último sábado (30), ocorreu durante o lançamento da plataforma de streaming Tela Brasil, no Rio de Janeiro. Logo no início de sua fala, ele se dirigiu ao prefeito da capital fluminense Eduardo Cavaliere (PSD), que estava com um casaco da seleção e brincou que ele deveria usar uma placa de “não bolsonarista”.

“Você precisa colocar o verde e amarelo e colocar ‘não bolsonarista’. Essa é uma coisa que a esquerda vai ter que aprender a fazer. A gente vai ter que, nessa Copa do Mundo, andar de verde e amarelo para não deixar que as cores do Brasil sejam tomadas por nenhum fascista”, disse Lula.

Desde a eleição do ex-presidente Jair Bolsonaro, as cores verde e amarelo passaram a ser associadas ao bolsonarismo, sendo marca registrada das manifestações promovidas pelos aliados do político. O grupo usou as cores para se opor ao vermelho usado pelo PT e para construir um discurso de verdadeiro patriotismo e antipetismo.

O presidente ainda aproveitou o momento para mandar um recado para os EUA, que decidiu classificar o Comando Vermelho e o PCC, principais facções do Brasil, como organizações terroristas. A medida foi vista como possível intervenção política por parte da Segurança Nacional e Lula cobrou respeito à soberania do país.

“O Brasil hoje ganhou muita respeitabilidade. Sabe por quê? Porque quem quiser ser respeitado tem que se respeitar. Ninguém respeita quem não se respeita. Não somos mais feios, não somos mais baixos, não somos menos inteligentes. Nós somos iguais a todo mundo”, declarou.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)