Política
O presidente Lula (PT) defendeu, em entrevista ao Jornal da Record nesta terça-feira (15), uma reforma no Poder Judiciário e afirmou que qualquer pessoa sobre a qual haja suspeita deve ser investigada, inclusive integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). “Não há ninguém, absolutamente ninguém, que possa fugir de um julgamento se há suspeita contra ele”, declarou.
Lula também cobrou uma apuração ampla sobre as relações envolvendo autoridades do Judiciário e pessoas ligadas ao caso Banco Master. O presidente defendeu que informações mantidas sob sigilo sejam analisadas e afirmou que “quem fez algo de errado tem que ser punido e julgado”. Segundo ele, a responsabilização seria necessária para preservar a imagem da Suprema Corte.
Ao tratar de uma possível mudança estrutural no Judiciário, Lula afirmou que pretende apoiar uma “reforma profunda” e propôs discutir temas como o tempo de permanência dos ministros, os critérios para escolha dos integrantes das cortes superiores e regras para evitar conflitos de interesse. “Quem for ministro não pode ficar rico”, afirmou. Para o presidente, é necessário estabelecer “critério de moralização” para o Poder Judiciário.
Lula não citou nominalmente Alexandre de Moraes ao comentar as mudanças, mas criticou situações em que familiares de magistrados atuam na advocacia. “As pessoas não podem estar no Judiciário e um filho advogando, uma mulher advogando, um pai advogando”, disse. O presidente acrescentou que “na Suprema Corte, ninguém pode ficar sob suspeita” e defendeu que eventuais irregularidades sejam apuradas e, se comprovadas, responsabilizadas.
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