Política

Lula dispara, Flávio despenca e direita segue sem alternativa, aponta diretor da Quaest

Ricardo Stuckert / PR I Agência Senado I Brasil 247 I Dirceu Aurélio / Imprensa MG
Lula lidera a disputa de primeiro turno com 39% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 29%  |   Bnews - Divulgação Ricardo Stuckert / PR I Agência Senado I Brasil 247 I Dirceu Aurélio / Imprensa MG
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 13/06/2026, às 12h29



Uma pesquisa da Quaest, divulgada naúltima quarta-feira (10), mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aumentou sua vantagem para a eleição presidencial deste ano. Enquanto isso, a direita ainda não conseguiu criar uma opção forte fora do bolsonarismo.

Os números indicam que, mesmo com o desgaste do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nenhum outro nome do campo conservador conseguiu ganhar força. As informações são do G1.

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De acordo com o levantamento, Lula lidera a disputa de primeiro turno com 39% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 29%, uma diferença de dez pontos percentuais.

Polarização continua forte

A pesquisa revela que a eleição ainda é marcada pela polarização entre lulismo e bolsonarismo. Mesmo com Flávio Bolsonaro perdendo força, os outros candidatos da direita e da centro-direita continuam bem atrás dos dois principais nomes.

Somados, todos os candidatos que tentam representar uma “terceira via” no campo conservador têm apenas 12% das intenções de voto. Isso mostra a dificuldade para construir uma candidatura capaz de romper a polarização atual.

Entre os nomes testados:

  • Renan Santos (Missão): 3%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 3%
  • Romeu Zema (Novo): 2%
  • Aécio Neves (PSDB): 2% (primeira vez testado pela Quaest)

Com margem de erro de dois pontos percentuais, todos esses nomes estão tecnicamente empatados.

A pesquisa de junho foi feita depois da divulgação de mensagens em que Flávio Bolsonaro pede recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, que trata de Jair Bolsonaro.

Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, três fatores explicam o crescimento da vantagem de Lula. Entre eles estão:

  • a repercussão negativa da atuação de Flávio no caso do Banco Master;
  • os efeitos políticos das medidas anunciadas pelos Estados Unidos após o encontro do senador com Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos;
  • e a melhora na avaliação do governo federal.

De acordo com o diretor da Quaest, medidas econômicas como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e o programa Desenrola ajudaram a melhorar a imagem do governo junto aos eleitores.

Classificação Indicativa: Livre

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