Política

Lula diz carregar “promiscuidade” do STF nas costas e defende reforma do Judiciário

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Presidente Lula afirma que desgaste da campanha é resultado de revelações sobre o STF e o Banco Master  |   Bnews - Divulgação Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 05/10/2026, às 22h04



O presidente Lula (PT) afirmou nesta segunda-feira (5) que sua campanha está arcando com o desgaste provocado, segundo ele, pelas recentes revelações envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e o caso Banco Master. Durante a primeira reunião da coordenação eleitoral após o primeiro turno, Lula disse estar “carregando nas costas” a “promiscuidade” que teria se estabelecido na Corte.

Sem mencionar diretamente o Banco Master, o presidente defendeu uma nova reforma do Judiciário e afirmou que a relação entre o Supremo e a sociedade deverá ser discutida durante a campanha do segundo turno. “Quando você chega numa situação em que a Suprema Corte está sob a desconfiança da sociedade, algo é muito grave”, declarou Lula.

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O petista também orientou aliados a não responsabilizarem os eleitores pelo resultado do primeiro turno. Segundo ele, a campanha deve buscar os cerca de 30 milhões de brasileiros que não compareceram às urnas. “Não briguem com o eleitor. Não falem mal porque o eleitor não votou na gente. Temos que ter humildade”, afirmou.

Ao abordar a disputa contra Flávio Bolsonaro (PL), Lula disse que pretende apresentar sua candidatura como uma alternativa ao sistema político. “Flávio Bolsonaro é a cara do sistema. A única candidatura antissistema é a nossa”, declarou. Na mesma fala, defendeu que a sociedade discuta critérios para a escolha de ministros do STF e afirmou: “Ninguém está acima da lei. Nem os ministros do STF.”

A segurança pública também foi apontada pelo presidente como uma das prioridades para o segundo turno. Lula afirmou que os estados não conseguem mais enfrentar sozinhos o avanço do crime organizado, comparado por ele a uma “multinacional”. Ele cobrou dos governadores apoio à PEC da Reforma da Segurança Pública e defendeu que “o estado tem que proteger o trabalhador, o bandido ir pra cadeia e o povo recuperar seu território”.

Na reunião, Lula também pediu maior empenho da campanha nos 20 dias que antecedem a votação do segundo turno. “Não temos que procurar defeito entre nós agora”, afirmou, ao defender que cada integrante da campanha avalie o que pode fazer para ampliar a votação. O primeiro turno terminou com Flávio Bolsonaro à frente de Lula na disputa presidencial.

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