Política
As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) entregaram procurações ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite de quinta-feira (22) autorizando a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico.
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Mesmo com isso, as informações sobre movimentações financeiras, evolução patrimonial, além de conversas no celular dos candidatos e de pessoas e empresas ligadas a eles não foram divulgadas ao público, não havendo previsão para que isso ocorra.
Os documentos foram entregues após um "jogo de cena" de ambas as campanhas na sede do TSE. A abertura do sigilo foi proposta por Lula no debate da Band do último domingo (18).
O desafio foi aceito por Flávio três dias depois, porém, com a imposição de que o petista incluísse as informações do Instituto Lula, do seu ex-chefe de gabinete e do cartão corporativo da primeira-dama Janja da Silva.
As exigências foram aceitas por Lula, que exigiu que o PL incluísse na quebra de sigilo uma empresa de Willer Tomaz, amigo de Flávio investigado pela Polícia Federal.
A campanha de Flávio informou que a proposta foi aceita.
O primeiro a levar os documentos foi o PT, que chegou com um malote de documentos físicos contendo os sigilos bancários e telefônicos de Lula. A campanha também pediu que o ministro André Mendonça assuma o papel de "árbitro" para validar as informações.
Já a campanha de Flávio entregou a documentação na madrugada. A defesa do candidato do PL cobrou a divulgação dos gastos com cartões corporativos da Presidência da República.
Mesmo com isso, ainda não se tem a certeza que os sigilos dos dois serão divulgados ao público.
Na noite de quinta, Mendonça afirmou que a quebra dos sigilos cabe aos próprios candidatos, e não à Justiça Eleitoral.
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