Política

Lula e Moraes elevam tom contra Trump, irritaram a Casa Branca e negociação sobre 'tarifaço' pode cair por terra; entenda

Agência Brasil / Casa Branca / STF
As declarações de Lula e Moraes sobre Trump e Bolsonaro aumentam a tensão entre Brasil e Estados Unidos, afetando negociações comerciais.  |   Bnews - Divulgação Agência Brasil / Casa Branca / STF
Thiago Teixeira

por Thiago Teixeira

thiago.teixeira@bnews.com.br

Publicado em 20/07/2025, às 14h45



"Se o Trump morasse no Brasil e ele tentasse fazer aqui o que ele fez no Capitólio, certamente ele também seria julgado e poderia ser preso". Essa foi a fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o Congresso da UNE em 17 de julho de 2025, em Goiânia.

O presidente repetiu uma analogia que sempre faz sobre o presidente dos EUA, Donald Trump (republicano), poder ser preso se fosse julgado pela Justiça brasileira. O petista vocalizou essa opinião num discurso durante uma reunião de estudantes.

Além de Lula, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes sugeriu em um despacho que os EUA são “inimigos estrangeiros”. Moraes usou a expressão na decisão em que determinou que Jair Bolsonaro (PL) passasse a usar tornozeleira eletrônica.

Essas duas manifestações de autoridades brasileiras produziram um grau de irritação um pouco maior na Casa Branca. O resultado é que possivelmente a negociação para adiar a entrada em vigor da tarifa de importação de 50% dos Estados Unidos sobre todos os produtos brasileiros a partir de 1º de agosto de 2025 não terá sucesso.

Confira abaixo a afirmação de Moraes em despacho sobre Bolsonaro em 18 de julho:

É um princípio inflexível da Constituição brasileira a independência do Poder Judiciário em defesa da Constituição brasileira, e a história do STF demonstra que jamais faltou coragem aos seus membros para repudiar as agressões contra os inimigos da Soberania nacional, Democracia e Estado de Direito, sejam inimigos nacionais, sejam inimigos estrangeiros. Um país soberano como o Brasil sempre saberá defender a sua Democracia e Soberania e o Poder Judiciário não permitira qualquer tentativa de submeter o funcionamento do Supremo Tribunal Federal ao crivo de outro Estado, por meio de atos hostis derivados de negociações espúrias e criminosas de políticos brasileiros com Estado estrangeiro" dizia o despacho de Alexandre de Moraes.

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