Política

Lula estreará nova regra e quebrará tradição de 30 anos na posse presidencial

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
A tradicional posse não vai mais acontecer em 1º de janeiro  |   Bnews - Divulgação Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Gustavo Leal

por Gustavo Leal

redacao@bnews.com.br

Publicado em 26/10/2026, às 08h16



Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito ao derrotar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das Eleições 2026. O presidente iniciará, em 2027, o quarto mandato de sua trajetória política. A posse está marcada para o dia 5 de janeiro, inaugurando o novo calendário estabelecido pela Emenda Constitucional 111. Já os governadores eleitos assumirão o cargo em 6 de janeiro de 2027.

Motivo da mudança

Promulgada em setembro de 2021, a Emenda Constitucional nº 111 alterou as datas de posse dos chefes do Executivo para os dias 5 e 6 de janeiro. A medida evita o confronto de datas anterior, permitindo que governadores prestem homenagem à posse do Presidente. Além disso, a data histórica de 1º de janeiro trazia desafios logísticos para a presença da população, de autoridades públicas e de chefes de Estado em Brasília.

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Embora a nova regra tenha sido aprovada há cinco anos, a posse presidencial de 2023 ainda ocorreu em 1º de janeiro. O evento encerrou o ciclo da regra estabelecida pela Constituição de 1988, antes da qual a posse dos chefes do Executivo era realizada em 15 de março.

Lula consegue virada histórica

Lula venceu Flávio Bolsonaro ao obter 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do senador pelo Rio de Janeiro. Foi a primeira vez na história da redemocratização que o candidato que liderou o primeiro turno não venceu a eleição. Em seu discurso de vitória, o petista agradeceu aos eleitores e afirmou que governará para todos os 215 milhões de brasileiros.

 Mas eu queria agradecer ao povo brasileiro pela generosidade e nesse segundo turno que eles têm comigo há muito tempo, agradecer a generosidade da juventude brasileira que foi para a rua para defender a democracia. Quero agradecer às pessoas idosas. Eu vi muitos investimentos pelos seus netos para eu votar. Pessoas com câncer e com outra possibilidade de se locomover, outro tipo de doença. E as pessoas foram votar porque conseguimos. Será muito importante para convencê-las de que o voto assegura a democracia no país", disse o presidente.
Eu, mais uma vez, quero dizer para vocês que na medida que a gente ganha as eleições, a gente não tem mais adversário. Eu tenho que governar para 215 milhões. Tenho que governar para todas as cidades, mas no próximo mandato eu vou levar muito a sério a política de cuidado com os nossos velhinhos que são responsáveis pela nossa existência. Quero dizer para vocês que as mulheres serão tratadas com muito mais respeito pelas políticas públicas brasileiras. Quero dizer para vocês que as religiões serão todas respeitadas em igualdade de condição. Eu não tenho preferência por nenhuma religião, eu tenho preferência pelo respeito, a fé do povo brasileiro e que eles exercem", concluiu.

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