Política

Lula evita falar de prisão de Bolsonaro, mas cutuca: "Cidadão que tentou dar um golpe"

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Lula se compromete a evitar polêmicas e focar em boas notícias durante a abertura do Conselhão.  |   Bnews - Divulgação José Cruz / Agência Brasil
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

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Publicado em 05/08/2025, às 13h31 - Atualizado às 13h31



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou na manhã desta terça-feira (5) da abertura da 5ª Reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o Conselhão, no Palácio Itamaraty, em Brasília. O órgão é composto por ministros, empresários e ativistas e ajuda o presidente a formular políticas públicas e diretrizes de governo.

Durante o evento, Lula disse que não gostaria de comentar sobre a situação de Jair Bolsonaro, que teve a prisão domiciliar decretada na última segunda-feira (4). O petista prometeu ainda medir cada palavra em função do cenário brasileiro.

"Eu acho que hoje é um dia de dar boas notícias. Eu vim pra cá comprometido a não perder muito tempo falando da taxação. Falar o mínimo possível, porque se não você vão: 'Por que o Lula não falou? Ele tá com medo do [Donald] Trump e eu não quero que vocês saiam com essa imagem", afirmou.

"Também não quero falar do que aconteceu hoje com o outro cidadão brasileiro que tentou dar um golpe", emendou o presidente.

A reunião do "Conselhão" foi marcada por declarações em defesa da soberania do Brasil e com críticas ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos a pedido do presidente Donald Trump. 

No encontro, ministros como  Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) destacaram a importância de se defender o Estado brasileiro. Lula reformou as falas dos ministros. O presidente disse ainda que "não é possível" que o mundo esteja cego com relação à soberania do Brasil. 

"Não é possível o mundo está cego, se a gente perder o mínimo de senso de responsabilidade, respeito à soberania, poder judiciário, Congresso, se passarmos a dar palpite às coisas que acontecem em outro país", afirmou Lula.

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