Política

Lula explica por que não tornou o 2 de Julho feriado e revela planos para cinema nacional

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Atualmente, 2 de Julho é feriado apenas na Bahia, mas Lula busca reconhecimento sem criar mais feriados.  |   Bnews - Divulgação Reprodução / TV Bahia
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 02/07/2025, às 08h13 - Atualizado às 08h40



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou a importância do 2 de Julho para a história do país e defendeu o reconhecimento nacional da data, que marca a Independência da Bahia e a expulsão definitiva das tropas portuguesas do Brasil em 1823. Na véspera, ele encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei que propõe instituir oficialmente o 2 de Julho como o Dia da Consolidação da Independência do Brasil.

“Tem muita importância para a Bahia, porque valoriza a história do povo baiano, e tem muita importância para o Brasil, porque esse reconhecimento vai entrar nos livros escolares, nas aulas de história, e principalmente vai chegar até as crianças e aos jovens do ensino médio”, afirmou em entrevista à TV Bahia nesta quarta-feira (2). 

Lula lembrou que, embora o 7 de Setembro seja o marco simbólico da independência, proclamado por D. Pedro I em 1822, foi apenas um ano depois, no 2 de Julho de 1823, que os portugueses foram definitivamente expulsos. “Eu digo sempre: pela mesma porta que entraram, eles saíram”, disse, referindo-se ao protagonismo baiano na consolidação do processo.

Atualmente, o 2 de Julho é feriado apenas na Bahia. O projeto de Lula, no entanto, não transforma a data em feriado nacional. “O Brasil já tem muito feriado. O que queremos é o reconhecimento. O que importa é fazer o povo refletir sobre o que foi o 2 de Julho”, explicou.

O presidente também lamentou o pouco conhecimento sobre o significado da data. “Se você fizer uma pesquisa, vai ver que 90% do povo não sabe o que aconteceu no 2 de Julho. Muita gente pensa que é só uma festa junina. Não é. É uma celebração da coragem do povo baiano, sobretudo de três mulheres que foram fundamentais nessa luta”, pontuou, referindo-se a figuras como Maria Quitéria, Joana Angélica e Maria Felipa.

Cinema e memória nacional

Ainda durante a entrevista, Lula revelou planos para incentivar a produção de filmes sobre episódios históricos do Brasil. A proposta já foi discutida com a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e com cineastas brasileiros.

“Quero ajudar a viabilizar uns dez filmes sobre momentos importantes da nossa história. O povo precisa conhecer essas histórias que muitas vezes não estão nos livros oficiais. Porque a história, em geral, é contada por quem venceu, e, às vezes, quem resistiu tem um papel ainda mais importante.”

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