Política

Lula reúne Haddad, Galípolo e ministros para discutir rumos da economia em novo mandato

Ricardo Stuckert/PR
Encontro no Palácio da Alvorada deve tratar de dívida pública, gastos sociais e atração de investimentos estrangeiros; dívida já supera 82% do PIB  |   Bnews - Divulgação Ricardo Stuckert/PR
Eduardo Costa

por Eduardo Costa

redacao@bnews.com.br

Publicado em 05/11/2026, às 10h10



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá se reunir na manhã desta quinta-feira (5), no Palácio da Alvorada, com um grupo de conselheiros para debater o rumo da economia do país durante o seu quarto mandato. A informação é da coluna de Matheus Leitão, do Metrópoles.

Foram convidados para o encontro o candidato derrotado ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). O ex-ministro Guido Mantega também quer ser ouvido, entre outros conselheiros.

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Lula quer encontrar meios para preservar os benefícios sociais ao mesmo tempo que mude o rumo da dívida pública e atraia investidores estrangeiros interessados em soluções ambientais e geológicas.

Atualmente, a dívida pública do Brasil passa de 82% do PIB no atual governo, uma alta de cerca de dez pontos percentuais ao longo do mandato.

O ministro da Fazenda tem demonstrado preocupação com o crescimento das despesas e defende ajustes mais complexos e de longo prazo nas contas públicas, com medidas graduais, porém consistentes.

Já Galípolo, deve defender que o Banco Central seja independente e autônomo, além da continuidade da meta de inflação e a posição do mercado financeiro tradicional, que cobra disciplina fiscal e sinais concretos de controle dos gastos como condição para a queda dos juros. 

Haddad é favorável à junção dos benefícios sociais em um novo desenho. Quando era ministro da Fazenda, o petista propôs uma nova arquitetura para os gastos assistenciais, com a unificação de programas nos moldes do que foi feito em 2003, quando iniciativas dispersas foram reunidas no Bolsa Família.

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