Política
Publicado em 17/01/2025, às 11h19 Rebeca Santos
O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT), afirmou que o presidente Lula (PT) será candidato à reeleição em 2026.
Em entrevista a Veja, Padilha também rebateu críticas à articulação política do governo e minimizou a suposta instabilidade econômica, atribuindo as reações negativas do mercado financeiro a uma "síndrome do pânico".
Quanto à possibilidade de Lula não disputar a reeleição, Padilha foi categórico ao afirmar: "esse 'se' não existe. Lula é o candidato".
Ele destacou que o presidente estará preparado para defender os avanços econômicos e sociais do governo e o reposicionamento do Brasil no cenário internacional.
"A preocupação do PT não tem de ser com quem vai suceder o presidente Lula, mas fazer com que o partido seja cada vez mais conectado com o legado dele e com a realidade da sociedade, para que seja a força política que continuará impulsionando um ciclo de crescimento econômico e redução da desigualdade no país".
Questionado sobre o futuro do PT, Padilha defendeu que o partido deve se adaptar às transformações da sociedade brasileira, mantendo o foco em pautas sociais e econômicas.
"O pessoal fala que o PT tem de fazer uma guinada para a esquerda, ou para a direita, ou para o centro. Para mim, o partido tem de fazer uma guinada em direção à nova realidade da população brasileira. Realidade cultural, social, na forma de trabalhar, de professar a sua fé, de ocupar o espaço nas cidades e no campo. Isso significa atentar para as mudanças na sociedade que aconteceram no Brasil e no mundo. O que sempre diferenciou o PT de organizações tradicionais de esquerda foi a capacidade de interagir com a realidade do povo brasileiro, e não vir com uma visão apartada dessa realidade. Esse é o nosso grande desafio".
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