Política

Lula teve conversa telefônica não divulgada com Nicolás Maduro; saiba o motivo

Ricardo Stuckert / PR
Após telefonema entre Trump e Maduro, Lula teve contato 'sigiloso' com o líder venezuelano  |   Bnews - Divulgação Ricardo Stuckert / PR
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 11/12/2025, às 16h52



Após o telefonema entre Donald Trump e Nicolás Maduro, no dia 21 de novembro, um segundo contato entre líderes de Estado ocorreu nas Américas. Desta vez, entre o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o chefe venezuelano. 

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A conversa, mantida na semana passada, não foi divulgada oficialmente e representou o primeiro diálogo telefônico entre os dois neste ano, segundo informou a jornalista Janaína Figueiredo, do jornal O Globo.

As fontes ouvidas pelo veículo afirmam que o diálogo foi descrito como o mais “amistoso” entre ambos em um longo período. Lula manifestou preocupação com a presença militar dos Estados Unidos no Caribe e reiterou disposição para atuar em possíveis esforços de mediação. 

De acordo com essas fontes, Maduro não mencionou os ultimatos atribuídos a Trump para que deixe o poder. A avaliação em Brasília e Caracas é que o simples restabelecimento do contato representa um sinal positivo para as relações bilaterais.

Os motivos para a ligação não foram detalhados, no entanto, interlocutores afirmam que o governo brasileiro considerava importante estabelecer comunicação direta enquanto Maduro tratava com Trump, abrindo a possibilidade de o Brasil atuar como mediador. 

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumprimenta o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, durante recepção em Brasília em maio de 2023 - Foto: Ricardo Stuckert/PR

Lula tem enfatizado em conversas com Trump os riscos de uma escalada militar na região e a necessidade de buscar soluções políticas e diplomáticas para a crise. O Brasil não coordena ações com outros países latino-americanos, mas mantém diálogo com diferentes governos sobre o tema. 

Entre eles está a Colômbia, liderada por Gustavo Petro, que chegou a sugerir Cartagena como sede para um possível encontro presencial entre Trump e Maduro, proposta que não avançou.

Maduro raramente deixa a Venezuela devido ao risco de detenção no exterior, já que denúncias contra o governo se acumulam em fóruns internacionais. Apesar disso, países têm buscado caminhos para evitar um agravamento do conflito entre Caracas e Washington. 

A Turquia é um deles. No último fim de semana, o presidente Recep Tayyip Erdogan telefonou para Maduro, em conversa confirmada oficialmente por ambas as chancelarias. Os dois líderes trocaram avaliações sobre a conjuntura global, com foco no aumento da presença militar dos Estados Unidos no Caribe.

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