Política

Lula volta a criticar ataques de Israel a Gaza e cita "genocídio"

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Lula, em discurso realizado neste domingo (1º), criticou veementemente a ocupação de Israel em Gaza  |   Bnews - Divulgação Reprodução / GloboNews
Davi Lemos

por Davi Lemos

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Publicado em 01/06/2025, às 14h37



O presidente Lula voltou a condenar neste domingo (1º) os ataques de Israel à Faixa de Gaza e a expansão de assentamentos israelenses no território. Segundo o petista, "nem o povo de Israel quer essa guerra" que ele considerou ser um genocídio. O petista discursou no encerramento da convenção nacional do PSB que elegeu o prefeito de Recife (PE), João Campos, como novo presidente da sigla.

"A maioria do povo judeu não concorda com essa guerra. O povo de Israel não quer essa guerra. Essa guerra é uma vingança de um governo contra a possibilidade da criação do estado Palestino, por detrás do massacre em busca do Hamas, o que existe na verdade é a ideia de assumir a responsabilidade e ser dono do território de Gaza", afirmou o petista.

"O que nós estamos vendo é um Exército altamente profissionalizado matando mulheres e crianças indefesas na Faixa de Gaza. Eu sei que tem muita gente que não gosta, mas eu quero dizer aqui também no PSB, isso não é uma guerra, é um genocídio", reiterou.

Lula também leu nota do Ministério das Relações Exteriores divulgada no início da tarde deste domingo. "O governo brasileiro condena, nos mais fortes termos, o anúncio pelo governo israelense, realizado no dia 29 de maio, da aprovação de 22 novos assentamentos na Cisjordânia, território que é parte integrante do Estado da Palestina", diz a nota.

Em outro trecho, pontua: "Essa decisão constitui flagrante ilegalidade perante o direito internacional e contraria frontalmente o parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça de 19 de julho de 2024, que considerou ilícita a contínua presença de Israel no território palestino ocupado e concluiu ter esse país a obrigação de cessar, imediatamente, quaisquer novas atividades em assentamentos e de evacuar todos os seus moradores daquele território".

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