Política

Saiba quem é o dono da maior refinaria devedora de impostos alvo de megaoperação na Bahia

Divulgação
A investigação aponta que o esquema causou um rombo de R$ 26 bilhões para os governos estadual e federal  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 27/11/2025, às 09h19



Uma empresa do setor de combustíveis é alvo de uma operação realizada por uma força-tarefa na manhã desta quinta-feira (27).

A investigação aponta que o esquema causou um rombo de R$ 26 bilhões para os governos estadual e federal.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

Estão sendo cumpridos 190 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Maranhão e Distrito Federal.

O grupo é comandado pelo empresário Ricardo Magro e é considerado o maior devedor de ICMS do estado de São Paulo.

Divulgação
Divulgação

O grupo movimentou mais de R$ 70 bilhões em apenas um ano. Para esconder e proteger o dinheiro, eles usavam empresas do próprio grupo, fundos de investimento e empresas no exterior, inclusive uma exportadora fora do Brasil.

Todo o controle financeiro ficava nas mãos do próprio grupo, que tem empresas financeiras e estruturas internacionais para proteger o patrimônio.

De acordo com a investigação, empresas importadoras funcionavam como “laranjas”: compravam do exterior nafta, hidrocarbonetos e diesel usando dinheiro que vinha de formuladoras e distribuidoras ligadas ao grupo.

Só entre 2020 e 2025, os investigados importaram mais de R$ 32 bilhões em combustíveis.

Todo esse dinheiro era concentrado em empresas financeiras controladas pelo grupo. A Receita Federal descobriu que uma grande operadora financeira era sócia de outras instituições que também trabalhavam para o grupo.

Esse núcleo movimentou mais de R$ 72 bilhões entre o segundo semestre de 2024 e o primeiro semestre de 2025.

O esquema tinha uma empresa financeira “mãe” que controlava várias “filhas”, criando operações tão complexas que ficava difícil saber quem realmente ganhava o dinheiro.

Assim como revelou a Operação Carbono Oculto, realizada em agosto de 2025, foram exploradas brechas regulatórias, como as “contas-bolsão”, que impedem o rastreamento do fluxo dos recursos.

A principal financeira tinha 47 contas bancárias em seu nome, vinculadas contabilmente às empresas do grupo.

Depois que as distribuidoras da Operação Carbono Oculto foram paralisadas, o grupo da atual Operação Poço de Lobato mudou completamente a estrutura financeira.

Eles abandonaram o modelo usado desde 2018 e criaram outro com novos operadores e empresas. Esses novos operadores, que antes mexiam com cerca de R$ 500 milhões, passaram a movimentar mais de R$ 72 bilhões depois de 2024.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)