Política
por Lucas Pacheco
Publicado em 09/04/2026, às 09h59 - Atualizado às 10h11
Com o fim do prazo de desincompatibilização no último sábado (4), 11 estados brasileiros passaram a ter novos governadores, já que os então ocupantes dos postos, eleitos em 2022, renunciaram a seus mandatos para disputar outros cargos na eleição deste ano, por exigência da lei eleitoral. Com essas alterações, o número de governadoras mulheres saltou de dois para cinco e, do total, quatro devem disputar a reeleição em outubro.
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O que é a desincompatibilização?
Na prática, significa que quem ocupa um cargo público precisa se afastar da função para poder disputar uma eleição. A regra vale para aqueles que ocupam cargos no Poder Executivo, como prefeitos, governadores, secretários e até servidores públicos.
Os prazos variam de acordo com o cargo, podendo ser de três, quatro ou até seis meses antes das eleições e o objetivo é evitar o uso da máquina pública em benefício próprio e garantir igualdade na disputa eleitoral.
Quem não cumpre o prazo, pode ter a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral e ser impedido de disputar o pleito.
Eleitas em 2022
Nas últimas eleições gerais, em 2022, nos 26 estados e no Distrito Federal, apenas duas governadoras mulheres foram eleitas, evidenciando a persistente desigualdade de gênero no acesso aos cargos mais altos do poder executivo brasileiro.
Pernambuco, pela primeira vez na história, elegeu uma mulher. O ineditismo começou, na verdade, ainda na páreo, quando o segundo turno foi disputado entre duas mulheres: Marília Arraes (Solidariedade) e Raquel Lyra (PSD).
Raquel, 47, que foi prefeita de Caruaru, uma das principais cidades do estado, foi eleita com 58,7%. E a segunda posição mais importante da chapa, de vice, também era composta por uma mulher, Priscila Krause (PSD).
Raquel Lyra irá disputar a reeleição nas eleições de outubro, tendo como principal oponente o ex-prefeito da capital, Recife, João Campos (PSB).
No mesmo ano, o Rio Grande do Norte reelegeu a governadora Fátima Bezerra (PT), 70. A petista, que já foi deputada estadual, deputada federal e senadora, conseguiu mais um mandato com 58,3%.
Como já está no segundo mandato, Fátima Bezerra não pode disputar um novo mandato à frente do executivo estadual. Ela também decidiu não disputar outro cargo nas eleições 2026.
As três novas em 2026
No Acre, a então vice-governadora Mailza Assis (PP) assumiu o comando do estado, após o Gladson Cameli (PP), eleito em 2022, renunciar ao cargo para disputar uma vaga no Senado em outubro.
A nova governadora é a segunda mulher a comandar o estado e vai disputar a reeleição em outubro.
No Pará, a também vice-governadora Hana Ghassan (MDB) passou a chefiar o executivo estadual com a saída de Helder Barbalho (MDB). Ele deixou o cargo também de olho em uma vaga no Senado.
Hana será candidata à reeleição em outubro com apoio do seu grupo político.
Já no Distrito Federal, Celina Leão (PP) se tornou governadora com a renúncia do então governador, Ibaneis Rocha. Em 2022, Celina foi eleita como vice de Ibaneis.
Em outubro, Ibaneis disputará o Senado e Celina, com o apoio do ex-chefe do executivo, tentará a reeleição.
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