Política
por Daniel Serrano
Publicado em 14/06/2026, às 07h39 - Atualizado às 07h40
O PL desembolsou, entre janeiro e abril deste ano, ao menos R$ 484 mil para remunerar pessoas próximas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Os pagamentos constam na prestação de contas do partido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A maior parte desse valor foi repassado a Michelle Bolsonaro, que recebeu R$ 101,5 mil nos três primeiros meses do ano, o equivalente a R$ 33,8 mil por mês. A ex-primeira-dama é presidente do PL Mulher e atua para ampliar a presença entre o eleitorado feminino.
Em seguida, aparece Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, que recebeu R$ 83,5 mil no período. Os pagamentos ao ex-vereador do Rio de Janeiro são descritos como “serviços técnico-profissionais”. Atualmente, ele atua como dirigente partidário e é pré-candidato ao Senado por Santa Catarina.
Outro nome que aparece na relação é o do coronel André Costa, ex-secretário especial de Comunicação no governo Bolsonaro. Ele recebeu R$ 66,1 mil entre janeiro e março. Costa segue próximo da família e atua no PL Mulher, participando das estratégias políticas e de comunicação.
O ex-ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, também foi remunerado, com R$ 65,9 mil pagos em três parcelas.
Outro nome próximo da família Bolsonaro a receber pagamentos do PL é o ex-assessor especial da Presidência, Tércio Arnaud Tomaz, que recebeu R$ 44,8 mil. A esposa dele, Bianca Arnaud, também foi contratada e recebeu R$ 23,3 mil.
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