Política
Uma apuração realizada pelo jornal O Globo revela que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, e a lobista Roberta Luchsinger utilizavam uma mansão no Lago Sul, em Brasília, para encontros discretos durante suas visitas à capital federal.
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Um desses encontros foi com Marcola, o ex-chefe de gabinete de Lula. Procurado diretamente e por meio da sua defesa, Marcola não se manifestou. As informações são de três pessoas que trabalharam no imóvel, entre elas a ex-empregada doméstica Zildeni Souza.
Ela descreveu que a rotina de reuniões na casa ocorreu entre 2024 e 2025. A ex-funcionária de Roberta Luchsinger relata que o filho do presidente frequentava o imóvel ao menos duas vezes por semana. O imóvel alugado pela lobista tem uma área de 2.110 metros quadrados, três quartos, piscina, jardim, churrasqueira e um cômodo para escritório. O aluguel na região custa, em média, R$ 240 mil ao ano.
Lulinha e Roberta são alvo de investigações da Polícia Federal (PF) por suspeita de tráfico de influência. Procurada por O Globo, a defesa de Lulinha afirmou que ele não morava no imóvel. Além disso, os advogados do filho mais velho de Lula dizem que ele não cometeu nenhuma irregularidade e está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos. A defesa de Luchsinger afirmou que não iria se pronunciar.
Dados obtidos pela coluna de Tácio Lorran, do portal Metrópoles, via Lei de Acesso à Informação (LAI), fornecidos pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República revelam que Lulinha, esteve pelo menos 18 vezes no Palácio do Planalto desde 2023.
Mensagens interceptadas pela PF mostram que Lulinha mantinha encontros com integrantes do núcleo duro do Palácio do Planalto e orientava os negócios da lobista Roberta Luchsinger.
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