Política

Marcelo Odebrecht tenta blindar ministro do STF de pedidos de anulações de atos da Lava Jato contra ele

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PGR e Petrobras apontam irregularidades na retirada das acusações contra o empresário  |   Bnews - Divulgação Divulgacão
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 15/06/2024, às 10h10



Os advogados de Marcelo Odebrecht enviaram dois pedidos para que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, ignore as tentativas da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Petrobras para que seja suspensa a decisão do próprio magistrado que anulou todos os atos da Lava Jato contra o empresário.

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De acordo com o advogado Nabor Bulhões, as petições apresentadas pela PGR e pela Petrobras ignoraram a eventual existência de um conluio entre os procuradores da força-tarefa de Curitiba e o então juiz Sérgio Moro.

No início deste mês, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu que a decisão de Toffoli favorável a Odebrecht fosse submetida a uma análise do plenário do STF, pois a delação do empresário foi firmada diretamente com a PGR e, portanto, não estaria sujeita às eventuais irregularidades que possam ter sido cometidas em Curitiba.

Ainda segundo o procurador, mesmo com a existência de eventuais problemas tramitação do acordo, qualquer dúvida deveria ter sido levada à primeira instância, antes que o caso siga para o STF, como deseja a defesa de Marcelo Odebrecht.

Porém, o advogado do empresário disse que o fato de a PGR ignorar as suspeitas sobre investigadores e o juiz em Curitiba, o que seriam suficientes para que o pedido fosse desconsiderado pelo STF.

Já sobre a Petrobras, Bulhões defendeu que a eventual omissão de Toffoli para anular as decisões contra Marcelo Odebrecht não existiram na decisão do ministro.

O ministro ainda não se manifestou sobre as peças apresentadas pela PGR e pela Petrobras.

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