Política
por Anderson Ramos e Yuri Pastori
Publicado em 26/02/2026, às 12h41 - Atualizado às 12h42
A ministra da Cultura Margareth Menezes se manifestou em relação às críticas sobre o uso da Lei Rouanet em apresentações artísticas, nesta quinta-feira (26), durante o lançamento do programa "Rouanet no Interior", em Salvador, que amplia o acesso dos recursos da lei a produtores locais de cidades do interior.
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Margareth se apresentou durante o Carnaval de Salvador, no circuito Barra-Ondina, no bloco “Os Mascarados” patrocinada com recursos públicos do estado da Bahia. Segundo o portal Metrópoles, o bloco é organizado por uma empresa que já recebeu R$ 1 milhão via Lei Rouanet (Lei 8.313/1991), em abril de 2024, para realizar o Festival de Lençóis, o que geraria um suposto conflito de interesses, negado pela pasta.
Segundo a cantora, as acusações são uma "perseguição desleal" a ela e a toda a sua equipe. "Eu acho muito injusto, muito desleal", se queixou. "Sou uma profissional de 40 anos, exerço minha profissão, como todas as pessoas que estão envolvidas em política exercem, de acordo com o que existe no comitê, na Comissão de Ética da Presidência da República", afirmou.
"Nunca tive Lei Rouanet em Carnaval, nem antes, nem agora, pior ainda, né? Então, essas construções são muito desastrosas, porque criminalizam não é a pessoa, é a profissional", acrescentou.
A auxiliar de Lula defendeu o direito constitucional de exercer a sua profissão: "Profissionalmente, eu como artista profissional, todos os músicos, todas as pessoas que trabalham nessa profissão, têm o direito de exercer os seus direitos como existem, ministros, senadores, deputados que também têm as suas profissões e exercem da mesma maneira que eu exerço".
A cantora baiana disse que já diminuiu a sua agenda de compromissos artísticos após assumir o Ministério. "E reduzi bastante o meu cenário de atuação, eu sempre atuei no Brasil inteiro. Então durante esse tempo que eu estou no Ministério, eu só tenho me apresentado na minha cidade, no meu estado, porque eu ajudei a construir isso aqui", explicou.
"Não posso abrir mão do que é direito do meu setor profissional. Porque se eu estiver fazendo isso, eu vou comprometer qualquer outra pessoa que venha em algum momento exercer, que seja artista, que venha exercer o cargo público, de abrir mão do direito que é constitucional", finalizou.
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